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Frentes parlamentares cobram fim de lixões irregulares em Goiás

Levantamento aponta dezenas de depósitos de resíduos operando sem licenciamento ambiental no estado, com impactos severos sobre municípios como Caldas Novas.

Por Ricardo Camargo · 27 de julho de 2026 às 17:18 · 3 min de leitura

Frentes parlamentares cobram fim de lixões irregulares em Goiás

Reprodução / Redes sociais

Frentes parlamentares cobram fim de lixões irregulares em Goiás — imagem secundária

A questão dos depósitos de resíduos a céu aberto continua a representar um desafio persistente para a infraestrutura urbana e a preservação ambiental em Goiás. Anos de inércia administrativa consolidaram um cenário em que dezenas de pontos de descarte operam sem o devido controle técnico ou licenciamento, gerando passivos ambientais expressivos e riscos diretos à saúde das comunidades no entorno.

Dados levantados por diligências fiscalizatórias indicam que pelo menos 44 lixões funcionam no estado sem qualquer acobertamento legal. A problemática não se restringe a áreas isoladas; polos turísticos e econômicos expressivos, a exemplo de Caldas Novas, convivem com vazadouros que apresentam chorume sem contenção, queima clandestina de detritos e degradação contínua dos recursos hídricos locais.

Articulação institucional e fiscalização

Para tentar conter o avanço do problema, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), por meio da Frente Parlamentar pela Erradicação dos Lixões — coordenada pelo deputado estadual Clécio Alves —, tem buscado alinhar ações com o Poder Legislativo municipal de Goiânia, na figura do vereador Luan Alves. O objetivo da articulação institucional é intensificar a pressão sobre os executivos locais para o cumprimento de prazos legais de saneamento.

Durante debates na Casa de Leis, parlamentares têm enfatizado que a manutenção de estruturas rudimentares de descarte é incompatível com o patamar de desenvolvimento econômico do estado. A exigência é pelo cumprimento das normativas federais de resíduos sólidos, com substituição dos vazadouros por aterros sanitários adequados e consorciados.

O papel dos catadores na transição

Outro eixo central da discussão reside na inclusão social dos trabalhadores que extraem sua subsistência dos materiais recicláveis descartados nesses locais. Entidades e frentes de atuação política sustentam que qualquer projeto de encerramento dos lixões precisa obrigatoriamente prever a estruturação de cooperativas e a formalização dos catadores.

A proposta é que esses profissionais passem a atuar como agentes ambientais reconhecidos e remunerados pelo poder público, mitigando o impacto socioeconômico da transição para o modelo de aterros licenciados e garantindo condições dignas de trabalho.

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