Clécio Alves: Da Escola de Iris Rezende ao Parlamento Estadual
Por Ricardo Camargo
PolíticaAparecida de Goiânia
Eleito em 2024 para a Câmara de Aparecida de Goiânia, vereador articula pré-candidatura à Assembleia Legislativa sob questionamentos sobre o uso do mandato como trampolim.
Por Sandra Bernardes · 3 de agosto de 2026 às 16:39 · 3 min de leitura

Vereador Felipe Cortez. Divulgação / Câmara de Aparecida

Profissionais da beleza homenageados. Divulgação / Câmara de Aparecida
A articulação de bastidores em Aparecida de Goiânia expõe um movimento que merece escrutínio rigoroso: a consolidação do nome do vereador Felipe Cortez (PL) na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO) em 2026. A menos de dois anos de sua posse na Câmara Municipal, a transição precoce para uma postulação estadual recoloca no centro do debate a relação de confiança entre o eleitor e os mandatos eletivos.
Enquanto aliados tentam blindar a movimentação apontando um apelo orgânico e adesão de lideranças comunitárias, cabe fiscalizar se a pressa por voos mais altos não esvazia as entregas prometidas à cidade que o elegeu. A política local registra um histórico recorrente de mandatos municipais tratados como meros degraus, uma prática que exige cobrança implacável da imprensa fiscalizadora.
No exercício de sua função na Câmara Municipal, Cortez concentrou discursos e requerimentos em frentes sensíveis à população aparecidense: infraestrutura urbana, melhorias na rede municipal de saúde e educação, além de iniciativas voltadas ao primeiro emprego.
Entre as frentes destacadas pela articulação do parlamentar, figuram:
- **Saúde Pública:** Fiscalização in loco e cobranças direcionadas à distribuição de medicamentos e à mitigação de filas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
- **Empreendedorismo:** Pautas voltadas à desburocratização para pequenos comerciantes e ao suporte às feiras de bairro.
- **Infraestrutura:** Requerimentos voltados à pavimentação, iluminação em LED e recuperação de áreas de convivência em regiões periféricas.
A transição de uma base municipal para o tabuleiro estadual não é trivial. Para críticos e observadores atentos da política goiana, o desafio de Cortez será provar que a atuação na segunda maior cidade do estado não funcionará apenas como palanque antecipado. Com o cenário econômico de Goiás em debate e a disputa por recursos estaduais aquecida para 2026, cabe ao eleitorado e aos órgãos de controle exigir transparência sobre as motivações reais por trás de saltos políticos tão acelerados.
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