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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Parlamentares goianos retomam as sessões nesta terça-feira (4/8) com o compromisso de segurar o quórum e a entrega de pautas essenciais enquanto o calendário eleitoral aperta.
Por Fred Kidman · 3 de agosto de 2026 às 14:42 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) reabre as portas de seu plenário nesta terça-feira, 4 de agosto, debaixo de uma pressão que conheço bem: o teste de fogo entre o trabalho que o contribuinte financia e a sanha das articulações de palanque.
Com as convenções partidárias redesenhando o tabuleiro político para 2026, a exigência de quem paga a conta é elementar — serviços e leis em dia, e não cadeiras vazias enquanto parlamentares correm o estado em busca de votos. A mesa diretora garante que o ritmo das votações será mantido, mas a história de coberturas passadas nos ensina a olhar com cautela para promessas de plenário cheio no segundo semestre de ano eleitoral.
O grande calcanhar de Aquiles desse período sempre foi a presença física dos legisladores. Entre compromissos de campanha e o corpo a corpo nas bases pelo interior goiano, manter o número mínimo de votos em pautas fundamentais exige pulso firme da liderança e vigilância constante da sociedade.
Da parte institucional, a comunicação da Casa já indicou que haverá restrições nas divulgações para respeitar a legislação eleitoral, mantendo o foco estritamente informativo. Mas o rigor verdadeiro não virá de cartilhas de gabinete: estará nos olhos de quem trabalha do outro lado do balcão e exige que a máquina pública não tire férias coletivas só porque a disputa nas urnas começou.
O parlamento estadual tem agora a chance de provar que o mandato pertence ao cidadão goiano, e não à conveniência de um calendário partidário.
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