Assembleia de Goiás aprova inclusão de carne suína na merenda escolar
Por Ricardo Camargo
PolíticaAparecida de Goiânia
Prefeitura amplia rede de monitoramento, mas eficácia depende de ação rápida nas ruas.
Por Sandra Bernardes · 15 de agosto de 2026 às 15:20 · 2 min de leitura

Foto: Divulgação SMS
A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), decidiu expandir a rede de monitoramento contra a dengue com a instalação de 248 novas armadilhas (ovitrampas). A iniciativa da gestão Leandro Vilela tem início oficial nesta segunda-feira, 17 de agosto, às 9h, elevando a cobertura do município de 105 para 353 dispositivos ativos. O objetivo declarado da administração é identificar com precisão a presença e o ciclo reprodutivo do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya, contendo possíveis surtos antes que a sobrecarga atinja as UPAs e Cais da cidade.
Como jornalista que acompanha de perto as mazelas da saúde pública, sei que o mapeamento é apenas o primeiro passo de uma engrenagem que costuma travar na execução. Monitorar é preciso, mas a população exige respostas práticas e imediatas. O mutirão da Vigilância em Saúde Ambiental será dividido em três frentes de trabalho: a primeira equipe instalará 95 ovitrampas, a segunda 74 e a terceira 79 armadilhas. O cronograma contemplará setores estratégicos e populosos, incluindo Independência Mansões, Jardim Alto Paraíso, Garavelo, Cidade Vera Cruz, Veiga Jardim, Mansões Paraíso, Cidade Satélite São Luiz, Jardim Monte Serrat, Vila Maria, Jardim Miramar, Rosa dos Ventos, Parque Trindade, Jardim Olímpico, Vila Brasília e Jardim Rosa do Sul.
A tecnologia das armadilhas é uma aliada importante de baixo custo e alta eficiência: desde setembro de 2025, o sistema já recolheu mais de 290 mil ovos do vetor em Aparecida. No entanto, o resultado prático depende exclusivamente do que o poder público faz com os dados obtidos. Não basta coletar informações em gabinete ou celebrar números se as equipes de limpeza urbana e os agentes de combate às endemias não agirem com rapidez na eliminação física dos criadouros identificados nos bairros.
Ao mesmo tempo, o combate não se sustenta sem a contrapartida da comunidade no descarte correto de entulhos e na limpeza regular de calhas e caixas-d'água. Seguiremos acompanhando os desdobramentos dessa ampliação. A saúde de Aparecida de Goiânia não pode se apoiar apenas em anúncios de prevenção enquanto os problemas estruturais de saneamento básico e lotes baldios continuarem servindo de berçário para o mosquito nas periferias. A cobrança por respostas ágeis continua, pois contra a proliferação de endemias não há espaço para falhas.
Por Ricardo Camargo
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