Universidade de Goiás usa IA para caçar fogo no Cerrado
Por Newton Nunes
Ciência e TecnologiaGoiânia
Inteligência Artificial invade órgãos federais e estaduais, mas o cidadão quer saber se a máquina também vai tirar duas horas de almoço.
Por Newton Nunes · 27 de julho de 2026 às 14:40 · 2 min de leitura

Divulgação / Agência Goiana de Notícias

Reprodução / Redes sociais
Se você achava que a burocracia era um privilégio puramente humano, prepare-se: a Inteligência Artificial já garantiu seu espaço em 60% dos órgãos públicos federais e estaduais do país. O número bate forte, quase como aquela taxa de juros que a gente finge não ver no extrato do banco.
A tecnologia chegou para modernizar as instituições e, em tese, poupar o cidadão de peregrinações dolorosas por documentos carimbados. Só que, para quem já viveu a experiência mística de tentar resolver burocracia estatal, a chegada dos algoritmos vem acompanhada de uma pulga atrás da orelha muito bem alimentada.
A grande questão que paira sobre as repartições é se essa nova safra de robôs vai apenas processar dados ou se vai incorporar a alma do funcionalismo tradicional. Afinal, a inteligência artificial vai aprender a soltar o famoso "o sistema caiu, volta amanhã"? Ou pior: vai exigir aquela pausa sagrada de duas horas para o café com pão de queijo?
A promessa oficial é de menos papelada e mais agilidade. Mas o brasileiro, que já viu promessa de modernização virar novela mexicana mais de uma vez, olha para os terminais digitais com um misto de esperança e ceticismo.
No fim das contas, a veredito da IA nas repartições vai depender de um único teste prático: se o robô conseguir resolver uma pendência simples sem nos fazer passar por três ramais mudos, já terá valido a pena. Caso contrário, teremos apenas criado o primeiro algoritmo com preguiça oficial do Estado.
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