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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Em convenção nacional em São Paulo, partido lança candidatura presidencial do governador goiano e define vice na própria legenda.
Por Sandra Bernardes · 26 de julho de 2026 às 21:20 · 3 min de leitura

Divulgação / PSD

Divulgação / PSD
Em uma movimentação política realizada neste domingo (26/07), na capital paulista, o PSD bateu o martelo e oficializou o nome do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. A definição do vice, que vinha sendo tratada com mistério nos bastidores, acabou resolvida dentro da própria legenda com a escolha do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab.
A consolidação da chapa encerra as especulações sobre um eventual isolamento nacional do projeto caiadista. No entanto, a efusão do palanque não pode encobrir os impactos diretos e as incertezas reais que essa empreitada impõe.
Durante a coletiva de imprensa com a presença de governadores aliados como Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS), Caiado tentou projetar o modelo de segurança pública de Goiás como sua principal vitrine nacional, prometendo endurecimento de penas para crimes violentos e agressões contra mulheres.
Buscando se colocar como uma terceira via diante do eleitorado, o candidato do PSD adotou um tom incisivo contra a polarização, disparando críticas ao PT e carimbando o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, como "candidato Kinder Ovo, com uma surpresinha a cada dia", afirmando que "quem rouba com a mão esquerda ou com a mão direita, é ladrão".
A retórica de palanque exige rigor crítico do contribuinte, considerando que a campanha presidencial será financiada com fatias generosas do Fundo Eleitoral do PSD — recursos públicos extraídos diretamente dos impostos.
Com a desincompatibilização de Caiado para a disputa federal, o comando do Executivo goiano passou definitivamente para as mãos do vice-governador Daniel Vilela. A população precisa acompanhar de perto se as promessas de gestão e as obras estaduais em andamento não sofrerão desaceleração ou descontinuidade em ano eleitoral.
Além disso, com deputados estaduais e lideranças locais divididos entre compromissos regionais e viagens de apoio à chapa nacional, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) corre o risco de ver projetos fundamentais para o estado represados na gaveta. A disputa pelo Palácio do Planalto está apenas começando, mas a cobrança por transparência e continuidade administrativa nas contas do estado permanece inegociável.
Por Ricardo Camargo
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Por Pedro Simão