Assembleia de Goiás aprova inclusão de carne suína na merenda escolar
Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Nova política pública visa garantir diagnóstico e tratamento na rede municipal para condição que pode afetar até 93 mil moradoras da capital.
Por Ricardo Camargo · 15 de agosto de 2026 às 13:25 · 2 min de leitura

Lipedema afeta predominantemente mulheres / Reprodução

Tratamento de Lipedema / Reprodução
A Câmara Municipal de Goiânia aprovou o Projeto de Lei nº 267/2025, de autoria da vereadora Aava Santiago (PSB), que institui a Política Municipal de Atenção Integral à Saúde das Mulheres com Lipedema. A medida busca garantir diagnóstico precoce, acolhimento humanizado, tratamento especializado e acompanhamento multidisciplinar na rede pública de saúde da capital.
O lipedema é uma doença crônica e progressiva caracterizada pelo acúmulo anormal e doloroso de gordura, principalmente nas pernas e nos braços. A condição afeta quase exclusivamente mulheres e provoca sintomas como sensibilidade, inchaço crônico e facilidade para hematomas. Em Goiânia, embora estimativas indiquem a prevalência da condição, ainda não existem dados estatísticos oficiais consolidados sobre o total de pacientes acometidas, cenário agravado pelo fato de o quadro ser frequentemente confundido com obesidade ou linfedema.
Com a aprovação em segunda votação pelo plenário da Câmara, o autógrafo de lei já seguiu diretamente para a mesa do prefeito Sandro Mabel, que analisará a matéria para sanção ou veto.
A nova política estabelece diretrizes para o acolhimento multiprofissional contínuo, campanhas de conscientização e educação permanente dos profissionais de saúde para diferenciação clínica da patologia, além de garantir o fluxo de assistência integral — respeitando a capacidade operacional de cada unidade e a ordem de atendimento do SUS municipal.
A organização dessa linha de cuidado exigirá a capacitação dos servidores nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para identificar os sintomas precocemente. Para as pacientes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde, a regulamentação representa um avanço institucional no reconhecimento de uma patologia crônica que compromete severamente a mobilidade, a saúde física e o bem-estar emocional das mulheres goianienses.
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