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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Alta expressiva acende alerta na saúde pública da capital; prefeitura intensifica ações contra o mosquito transmissor.
Por Ricardo Camargo · 22 de agosto de 2026 às 19:32 · 2 min de leitura

Chikungunya - Reprodução / Redes sociais

Mosquito Aedes aegypti - Reprodução / Redes sociais
Goiânia enfrenta uma escalada preocupante em seus indicadores de saúde pública. O número de casos notificados de chikungunya registrou um avanço superior a 600%, um dado estatístico que coloca as autoridades sanitárias do município e do Estado em estado de atenção máxima. Diante do diagnóstico epidemiológico, a administração municipal iniciou uma ampla mobilização preventiva para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor responsável pela transmissão da chikungunya, da dengue e do vírus zika.
A elevação abrupta nas notificações exige resposta rápida e estruturada, sobretudo em áreas urbanas que historicamente sofrem com descarte irregular de entulhos, acúmulo de lixo e proliferação de reservatórios de água parada. Os dados consolidados pelos boletins da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) apontam que as regiões Noroeste, Sudoeste e Leste da capital concentram os índices mais críticos de infestação predial e dispersão de notificações ativas neste ciclo sazonal.
Como parte do plano de contingência municipal, equipes de agentes de combate a endemias (ACE) ampliaram as visitas domiciliares, os mutirões de limpeza e as vistorias em terrenos baldios, ferros-velhos e imóveis comerciais na capital. A estratégia técnica prioriza:
- Eliminação de criadouros: Retirada massiva de materiais inservíveis e aplicação de larvicidas em reservatórios que não podem ser descartados;
- Bloqueio de transmissão: Uso de equipamentos costais e veículos de pulverização para aplicação de inseticida a ultrabaixo volume (fumacê) nos perímetros com casos confirmados;
- Qualificação da rede de atendimento: Treinamento das equipes de atenção primária nos Cais, UPAs e Unidades Básicas de Saúde para diagnóstico precoce e manejo clínico rápido da dor crônica e complicações associadas à doença.
A eficácia no controle de arboviroses, no entanto, é inócua sem a cooperação ativa da população. Inspeções semanais de apenas dez minutos em calhas, vasos de plantas, caixas d'água e recipientes domésticos continuam sendo a ferramenta mais eficiente para quebrar o ciclo de reprodução do inseto e proteger as famílias goianienses.
Por Ricardo Camargo
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