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Por Ricardo Camargo
PolíticaBrasília
Calendário eleitoral avança e partidos de todo o país iniciam marqueteiragem e acordos para definir quem vai para a disputa nas urnas.
Por Fred Kidman · 23 de julho de 2026 às 11:59 · 3 min de leitura

Divulgação / Stock
Senhoras e senhores, a temporada de caça aos votos está oficialmente aberta na praça pública deste país. A partir desta segunda-feira (20), o xadrez político brasileiro entra em sua fase mais fervilhante com o início oficial das convenções partidárias, o momento em que a retórica se transforma em palanque e os acordos de bastidor ganham a luz do sol — ou o peso dos cartórios eleitorais.
Com o cronograma ditado pelas regras da Justiça Eleitoral, as legendas de todas as matizes ideológicas têm agora um prazo exato e implacável para definir quem serão os escolhidos na corrida rumo às urnas de 2026. A maratona de reuniões, que se estende até o próximo dia 5 de agosto, promete sacudir as bases partidárias de norte a sul, costurando apoios e aparando arestas em meio a um cenário de muitas indefinições.
Enquanto caciques partidários e pretendentes a cargos majoritários tentam colar suas narrativas em palcos estaduais — movimentando desde o sul até estados do Nordeste e Norte —, a máquina partidária roda em marcha acelerada. O Partido dos Trabalhadores, por exemplo, já movimenta suas engrenagens para desenhar o mapa das alianças regionais, buscando consolidar frentes amplas que garantam capilaridade e palanques fortes para o projeto nacional.
Para o cidadão comum, que assiste a essa dança das cadeiras enquanto tenta equilibrar o orçamento doméstico no fim do mês, o período das convenções representa o despertar da ressaca eleitoral. É a hora em que os discursos inflamados ganham as redes sociais e os programas de rádio e TV começam a esboçar a cara do cardápio político que será entregue à população no dia da votação.
O relógio não para. Com o prazo final batendo na porta em agosto, as legendas precisam resolver disputas internas encarniçadas em tempo recorde. Quem ficar de fora do prazo perde o bonde da história e a chance de registrar candidatura, o que obriga grupos políticos a engolirem sapos e selarem matrimônios de conveniência que fariam qualquer historiador corar de espanto.
A ver se tanta pressa e arrchote nos gabinetes resultarão em propostas reais para os problemas do país ou se teremos mais do mesmo. O fato é que a República entrou em modo eleitoral de vez, e cabe ao eleitor manter os olhos bem abertos para não comprar gato por lebre nesta vitrine que agora se inaugura.
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