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Aparecida

Como o mandato legislativo e o diálogo institucional começa a transformar o Parque Colina Azul

Muitas vezes o cidadão se pergunta o que faz exatamente um vereador. A resposta está na poeira da rua: ele é o para-choque do bairro, o agente que traduz a indignação do morador em um documento oficial capaz de obrigar o poder público a agir.

Por Weyder Moreira · 7 de setembro de 2026 às 21:07 · 3 min de leitura

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Como o mandato legislativo e o diálogo institucional começa a transformar o Parque Colina Azul

Prefeito Leandro e vereador Rogério comemoram / Reprodução

Como o mandato legislativo e o diálogo institucional começa a transformar o Parque Colina Azul — imagem secundária

Com recursos garantidos via TAC entre o município e o MP-GO, parque passa por obras de recuperação e revitalização / Foto: Secom

Existe uma confusão muito comum sobre o papel do Poder Legislativo municipal. O vereador não tem a chave do cofre, não asfalta ruas e não opera tratores. A sua verdadeira função é ser a ponte mais curta entre a dor da comunidade e a caneta do prefeito. É ele quem caminha pelo bairro, ouve as demandas que não chegam aos gabinetes e utiliza as ferramentas da lei para cobrar, fiscalizar e propor soluções. Quando esse trabalho é feito com seriedade, a burocracia estatal deixa de ser um entrave e passa a ser o motor da transformação urbana.

Um exemplo prático de como essa engrenagem deve funcionar está acontecendo agora em Aparecida de Goiânia, no setor Colina Azul, onde uma área verde degradada e tomada pelo lixo está prestes a se tornar um complexo de convivência e lazer para as famílias.

O diagnóstico nas ruas e a força de um requerimento

O Parque Colina Azul, localizado na Rua Saracura, vinha agonizando. O que deveria ser um respiro ambiental para a região havia se transformado em um ponto crônico de descarte irregular, acumulando entulho, mato alto e insegurança. Foi vivenciando essa realidade ao lado dos moradores que o vereador Rogério Almeida assumiu seu papel de representante legítimo e levou o problema para o centro do debate político.

Em agosto de 2025, o parlamentar protocolou o Requerimento nº 22/2025. No papel, é apenas um trâmite legislativo; na prática, é a certidão de nascimento da obra. Esse documento é a ferramenta formal que o vereador possui para notificar o Executivo de que há uma urgência social em determinado bairro e que a prefeitura precisa intervir.

O caminho do dinheiro: quando a burocracia trabalha a favor do cidadão

Com a demanda formalizada pela Câmara, o prefeito Leandro Vilela acatou o pedido de revitalização. No entanto, obras públicas exigem orçamento, e é aqui que o diálogo institucional se mostra fundamental. Em vez de esbarrar na falta de verba imediata, a solução veio por meio de uma parceria inteligente com o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).

A promotora de Justiça Dra. Suelena viabilizou a destinação de recursos por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Para o cidadão comum, o TAC funciona como um acordo de compensação: empresas ou entidades que, por algum motivo, precisaram reparar danos ambientais ou sociais, destinam recursos diretamente para fundos de melhoria pública. É esse dinheiro, recuperado pela Justiça, que vai custear as obras no Colina Azul, limpando o terreno e instalando os equipamentos de lazer sem asfixiar o caixa do município.

O pacto pela preservação

A articulação iniciada pelo vereador Rogério Almeida, abraçada pelo Executivo e financiada via Ministério Público, devolve a dignidade ao setor. Contudo, a entrega da obra trará um novo desafio, que não depende de leis ou de prefeitos: o cuidado comunitário.

O poder público tem o dever de construir e iluminar, mas a manutenção de uma praça limpa é um reflexo direto da educação de quem a utiliza. Quando a fita de inauguração for cortada, o Parque Colina Azul não pertencerá à prefeitura ou aos políticos, mas a cada morador. O maior fiscal do patrimônio público é o cidadão que não joga lixo no chão e não permite que o espaço de seus filhos seja vandalizado.

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Você costuma acompanhar o trabalho do vereador que você ajudou a eleger? Como você avalia a atuação do Legislativo municipal nas demandas do seu bairro? Deixe sua reflexão nos comentários.

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