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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Luiz do Carmo assume vice na chapa governista, provocando recuo de Zé Mário Schreiner, enquanto o PSDB oficializa Marconi Perillo sem indicar companheiro de chapa.
Por Ricardo Camargo · 6 de agosto de 2026 às 14:16 · 4 min de leitura

Divulgação ; Stock TD

Reprodução / Rredes sociais
No encerramento do prazo para as convenções partidárias em Goiás, neste dia 5 de agosto de 2026, o cenário político estadual definiu rumos cruciais para as principais forças que disputarão o Palácio das Esmeraldas. A escolha de Luiz do Carmo como candidato a vice-governador na chapa governista liderada por Daniel Vilela provocou um rearranjo imediato entre os partidos aliados. A definição isolou candidaturas e abriu novas frentes de negociação no bloco de oposição.
Paralelamente, a homologação da candidatura de Marconi Perillo ao governo do Estado pelo PSDB ocorreu sem a indicação de um nome para a vaga de vice. Essa lacuna estratégica sinaliza que as tratativas de bastidores continuarão intensas até o limite legal para o registro das chapas. Para o eleitor goiano, o desenho dessas alianças dita não apenas o tom da campanha que se avizinha, mas também a governabilidade futura do estado.
A escolha do vice na chapa majoritária de Daniel Vilela vinha sendo tratada como um dos ativos políticos mais disputados desta temporada. Aliados e analistas de bastidores apontavam que o posto atrai interesse direto de lideranças devido à projeção para o pleito de 2030. O desfecho, que confirmou o nome de Luiz do Carmo, encerrou semanas de forte especulação e disputa interna entre diferentes setores.
Um dos principais nomes cotados para a vaga era o de Zé Mário Schreiner, liderança ligada ao setor produtivo e ao agronegócio do estado. Após a confirmação de que ficaria fora da composição majoritária, Schreiner manifestou-se publicamente por meio de um vídeo gravado a apoiadores. Na mensagem, o político declarou que "gratidão se paga com gratidão" e buscou demonstrar serenidade diante do resultado das articulações.
Schreiner pontuou que deixa o processo de cabeça erguida, argumentando que projetos coletivos e de Estado devem se sobrepor a interesses estritamente pessoais. O posicionamento público tenta blindar sua imagem de eventuais desgastes e sinaliza que o diálogo com o bloco governista deve continuar, embora em novos moldes a serem definidos nas próximas semanas.
No campo da oposição, a convenção oficial do PSDB confirmou o nome do ex-governador Marconi Perillo como candidato ao governo de Goiás. A homologação, contudo, ocorreu de forma incompleta no que diz respeito à vaga de vice-governador. A ausência de um nome definitivo indica que o partido busca ampliar seu arco de alianças e atrair outras siglas insatisfeitas com as composições governistas.
A estratégia de lançar uma candidatura ao governo sem a definição do vice não é incomum em momentos de alta fragmentação partidária. Ela permite que a legenda mantenha canais de negociação abertos até o último minuto permitido pela legislação eleitoral. Fontes internas do partido indicam que as conversas devem se intensificar com partidos de centro e legendas que ainda não formalizaram apoio integral.
Essa indefinição também reflete a complexidade do atual tabuleiro político goiano, onde o peso do eleitorado do interior e a representatividade de setores como a segurança pública e o funcionalismo são moedas de troca fundamentais. A escolha do vice de Perillo precisará equilibrar representatividade regional e densidade eleitoral para fazer frente à máquina governista.
Para além dos acordos partidários, as definições de chapas têm impacto prático na vida do cidadão comum. É a partir dessas coligações que se definem os tempos de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além da distribuição dos recursos dos fundos partidários. Esses fatores determinam o nível de exposição que cada candidato terá para apresentar suas propostas à população.
A disputa pelo Palácio das Esmeraldas entra agora em uma fase de consolidação jurídica, com o prazo para registro formal de candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO). Nos próximos dias, os partidos deverão sanar as pendências de suas chapas, definindo os vices e as suplências de senado, preparando o terreno para o início oficial dos debates e da propaganda nas ruas.
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