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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Alerta financeiro expõe fragilidade na saúde pública e cobra planejamento de quem administra o nosso dinheiro.
Por Newton Nunes · 25 de julho de 2026 às 20:09 · 3 min de leitura

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Reprodução / Redes sociais
Quem olha para a saúde pública de Goiânia ultimamente tem a nítida sensação de que o barco está andando em direção à cachoeira sem coletes suficientes. Uma projeção econômica aponta que o impacto financeiro provocado por epidemias na cidade pode bater a marca de R$ 250 milhões nos cofres da prefeitura. É um número que faz qualquer gestor suar frio — ou deveria fazer.
Para quem já passou perrengue calculando se o salário do mês paga o combustível ou o mercado, ver um quarto de bilhão de reais evaporando por falta de prevenção é de embrulhar o estômago. O problema nunca é a chuva que cai, mas a bueira que transborda por falta de limpeza.
Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso sabe que prevenir sai muito mais barato do que apagar incêndio depois que a casa já virou cinzas. Só que a máquina pública parece ter uma alergia crônica ao planejamento de longo prazo. O resultado dessa brincadeira é a pressão descomunal sobre o SUS e a incerteza de quem depende de atendimento médico na hora do aperto.
Até agora, as explicações concretas sobre como a prefeitura pretende blindar o caixa e a saúde da população continuam tímidas. Afinal, estamos falando de impostos pagos por trabalhadores que não têm o privilégio de errar o orçamento doméstico. Ficar no discurso da fatalidade é fácil; o difícil é prestar contas das planilhas e mostrar serviço antes que o estrago vire rotina.
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