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Por Sandra Bernardes
PolíticaGoiânia
Em meio a temperaturas sufocantes, unidades de ensino recebem diretrizes preventivas para proteger a saúde dos alunos.
Por Fred Kidman · 17 de agosto de 2026 às 12:50 · 2 min de leitura

Aula ao ar livre / Reprodução

Reprodução
O termômetro em Goiás não é apenas um marcador climático; é um teste de resistência humana. Diante de um sol que castiga o asfalto e ameaça transformar salas de aula em verdadeiras estufas, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), emitiu um alerta oficial para a rede de ensino. As unidades educacionais — incluindo escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) — foram formalmente orientadas a adotar medidas preventivas urgentes para mitigar os efeitos do calor extremo e da severa estiagem sobre os estudantes e trabalhadores da educação.
Como jornalista que já cruzou este estado em tempos de poeira e seca extrema, sei bem que as intempéries climáticas cobram seu preço mais alto de quem tem menos recursos. Enquanto gabinetes oficiais contam com refrigeração moderna, são os filhos da classe trabalhadora — aquela que muitas vezes precisa contar cada centavo para fechar as contas do mês — que enfrentam o mormaço de salas de aula que carecem de infraestrutura. A decisão de intervir com diretrizes de saúde é, antes de tudo, uma medida de dignidade humana.
As novas diretrizes exigem atenção redobrada à saúde física dos estudantes e funcionários neste período de baixa umidade e calor sufocante. O conjunto de medidas, formalizado pelo Ofício Circular nº 029/2026 da SME, tem caráter preventivo e pedagógico de orientação técnica às equipes gestoras, com acompanhamento das coordenações regionais de educação para assegurar o cumprimento das rotinas adaptadas em cada unidade escolar.
Resta agora cobrar que essas recomendações saiam do papel e cheguem de fato às escolas da periferia, que historicamente sofrem com a falta de ventiladores e água gelada. As orientações entraram em vigor imediato e estabelecem ações práticas determinantes: a adaptação obrigatória das aulas de Educação Física — com veto a exercícios de grande esforço físico ou exposição solar direta nos horários de pico térmico (priorizando áreas cobertas ou sombreadas) —, o reforço constante da ingestão de água e sucos naturais, a reformulação dos cardápios da merenda escolar para pratos mais leves de fácil digestão, o uso de panos umedecidos e recipientes com água para umidificação das salas, além da ventilação cruzada dos ambientes. Como sempre, este espaço continuará vigilante, cobrando que o bem-estar dessas crianças seja tratado como prioridade absoluta, e não apenas como protocolo burocrático.
Para acompanhar comunicados oficiais e as diretrizes pedagógicas da rede municipal de ensino, consulte o portal da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME).
Por Sandra Bernardes
Por Fred Kidman
Por Pedro Simão