Goiânia abre 10 mil vagas para educação infantil e fundamental
Por Ricardo Camargo
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Investigação apura fraude em cirurgias eletivas; privilégio imoral atropela a espera de milhares de cidadãos que dependem da saúde pública.
Por Sandra Bernardes · 23 de julho de 2026 às 11:54 · 3 min de leitura


Uma operação policial foi deflagrada em Goiás para desmantelar um esquema criminoso que violava uma das regras mais fundamentais da dignidade humana: a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). A investigação mira fraudes em cirurgias eletivas, revelando que o critério de gravidade médica era sumariamente ignorado para favorecer quem tinha os contatos certos.
Para quem depende da saúde pública no estado, a espera por um procedimento cirúrgico é um teste de resistência física e emocional diário. Enquanto milhares de cidadãos aguardam de forma honesta, por meses ou anos, um grupo operava nos bastidores para garantir que apadrinhados furassem a fila sem qualquer cerimônia.
O foco da apuração policial é destrinchar como os envolvidos conseguiam burlar o sistema de regulação do estado de Goiás. O esquema direcionava vagas e priorizava pacientes que não cumpriam os critérios técnicos de urgência estabelecidos, subvertendo a ordem justa do SUS de acordo com interesses escusos.
Até o momento, os detalhes específicos sobre a identidade dos alvos e a quantidade exata de mandados judiciais cumpridos na ação seguem sob sigilo de apuração.
A fila do SUS não é um detalhe burocrático; ela é um balizador que deveria garantir equidade e salvar vidas com base na urgência de cada caso. Descobrir que o favoritismo determinava quem seria operado primeiro é um soco no estômago do trabalhador goiano.
Seguirei acompanhando de perto os desdobramentos desta investigação para expor quais hospitais e servidores públicos facilitavam essa fraude inaceitável. A saúde do povo não pode continuar sendo tratada como moeda de troca por quem se julga acima da lei.
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