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PolíticaGoiânia
Paço Municipal tenta blindar mananciais da capital contra queimadas e desabastecimento no auge da estiagem rigorosa de julho.
Por Sandra Bernardes · 25 de julho de 2026 às 19:11 · 3 min de leitura

Divulgação/Prefeitura de Goiânia
Enquanto o calor de julho castiga a capital e a umidade do ar despenca a níveis críticos, a Prefeitura de Goiânia concluiu a limpeza de 5,7 milhões de metros quadrados nas áreas que circundam os mananciais do município. A operação tem como objetivo explícito erguer uma linha de defesa para proteger as fontes de água que abastecem as residências goianienses, justamente quando o risco de queimadas urbanas atinge o ápice.
A manobra busca eliminar o material combustível — mato seco e entulhos acumulados — que transforma qualquer descuido em um incêndio de grandes proporções perto dos recursos hídricos.
A população sabe bem o custo de uma crise hídrica: a queda na pressão da água nas torneiras atinge implacavelmente as comunidades mais vulneráveis da cidade. A faxina em uma área equivalente a centenas de campos de futebol é medida indispensável, mas não anula a exigência de que o poder público mantenha vigilância permanente, superando a lógica do socorro apenas quando a estiagem aperta.
Até o momento, a administração municipal não detalhou quais córregos ou ribeirões específicos concentraram o maior volume de trabalho das equipes de roçagem. Resta saber se a medida preventiva será suficiente para blindar o sistema contra o colapso e garantir a segurança hídrica da população ao longo de toda a temporada seca.
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