Goiânia abre 10 mil vagas para educação infantil e fundamental
Por Ricardo Camargo
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A 13ª edição da corrida municipal chega associada ao Setembro Amarelo, mas exige cobranças sobre políticas públicas contínuas além do evento.
Por Sandra Bernardes · 25 de julho de 2026 às 23:48 · 3 min de leitura

Divulgação / OBDC

Divulgação / OBDC
Aparecida de Goiânia já tem data marcada para a realização da 13ª edição da corrida "Aparecida Correndo pela Vida + Saúde", confirmada para o dia 20 de setembro de 2026. Promovida pela Prefeitura de Aparecida e organizada pela Organização Brasileira de Desenvolvimento e Cidadania (OBDC), a prova ganha relevância este ano ao se alinhar com o Setembro Amarelo, mês de valorização da vida e prevenção ao suicídio.
É inegável que iniciativas voltadas à saúde mental merecem espaço, especialmente em cenários de isolamento e ansiedade nas periferias. Contudo, o apelo festivo não pode encobrir a necessidade de políticas contínuas. A Prefeitura e a OBDC defendem o esporte como ferramenta de transformação social e prevenção às drogas — discurso correto, mas que cobra respostas práticas da gestão pública ao longo de todo o ano.
A operação do evento repete nomes conhecidos: a coordenação geral continua a cargo de Júlio Lemos, ex-vereador e secretário executivo, enquanto a responsabilidade institucional fica com Jeferson Ferreira, secretário de Ação Integrada. O presidente da OBDC, Weyder Moreira, e o prefeito Leandro Vilela endossam a importância da iniciativa.
A fasquia deixada pela edição anterior, realizada em novembro de 2025 para comemorar o aniversário do município, é alta. Na ocasião, mais de 2 mil corredores passaram pela Praça da Cidade Administrativa Maguito Vilela em percursos de 5 km e 10 km, além da maratoninha infantil e do desafio de 62 km do ultramaratonista Jean Fernandes. Para 2026, a expectativa logística se mantém rigorosa.
A associação da prova com canais de apoio como o Centro de Valorização da Vida (CVV - Telefone 188) é um passo importante. No entanto, o contribuinte tem o direito e o dever de questionar: como a rede pública de saúde estrutura o atendimento diário em psicologia e psiquiatria nos outros meses do ano?
Além disso, é preciso indagar se o fomento à atividade física continuará restrito a grandes eventos no asfalto ou se haverá investimentos permanentes em zeladoria, iluminação e segurança de praças e pistas de caminhada nos bairros afastados do Centro. Seguirei acompanhando a abertura das inscrições e a execução dessa parceria, cobrando que o orçamento municipal garanta suporte à saúde mental e ao esporte durante os 365 dias do ano.
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