Zé Mário Schreiner, Marconi Perillo e Jacqueline Zaiden: articulações unindo o agro em Goiás / Reprodução
Zé Mário Schreiner, Marconi Perillo e Jacqueline Zaiden: O peso do agro e as conversas de bastidor
Por Fred Kidman
PolíticaGoiânia
Medida aprovada pela Câmara Municipal busca proteger autistas, idosos e animais de estimação da poluição sonora extrema.
Por Fred Kidman · 14 de agosto de 2026 às 21:06 · 2 min de leitura


A Câmara Municipal de Goiânia deu um passo definitivo para retirar a capital de um estado de constante sobressalto acústico. Os vereadores aprovaram o projeto de lei que proíbe o manuseio, a queima e a soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que produzem poluição sonora por estampido.
Desde a invenção da pólvora na China imperial, a humanidade por vezes confunde celebração com estrondo. Mas para quem sente na pele — e no sistema nervoso —, o espetáculo visual nunca justificou a barbárie do barulho. A nova legislação poupa os chamados fogos de efeito puramente visual, aqueles que iluminam o céu sem torturar os tímpanos alheios.
Como jornalista que já viu de tudo um pouco, trago comigo a convicção de que a decência de uma cidade se mede pelo amparo aos seus cidadãos mais frágeis. O espocar dos rojões não é mero capricho festivo; é um gatilho de absoluto pânico para pessoas no espectro autista, idosos hospitalizados e animais de estimação, cujos canais auditivos sofrem traumas severos com as explosões.
Após a aprovação em definitivo pelo plenário da Câmara Municipal, o autógrafo de lei segue para a mesa do prefeito Sandro Mabel, que terá o prazo regimental de 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto. Se convertida em lei definitiva, a fiscalização precisará ser rigorosa para que o direito ao sossego não seja apenas uma bela intenção impressa no papel.
Zé Mário Schreiner, Marconi Perillo e Jacqueline Zaiden: articulações unindo o agro em Goiás / Reprodução
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