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PolíticaGoiânia
Derramamento de biodiesel no principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana gera punição severa, mas deixa o alerta ligado sobre a vulnerabilidade da água.
Por Sandra Bernardes · 3 de agosto de 2026 às 14:22 · 3 min de leitura

Divulgação / Sefic Defesa Civil de Goiânia

Reprodução / Redes sociais
A conta pelo descaso com o meio ambiente finalmente chegou, mas o prejuízo para a principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana de Goiânia é o que realmente precisa ser medido sem panos quentes. A Prefeitura de Goiânia aplicou uma multa de R$ 2 milhões à empresa Primavera Diesel Ltda, flagrada no descarte de biodiesel que escoou diretamente para o Rio Meia Ponte.
Para quem paga impostos rigorosamente e vê o custo da água e da vida subir mês a mês, testemunhar o uso de um manancial vital como bacia de rejeitos é revoltante. O estrago mobilizou equipes de fiscalização após o avanço de uma mancha de combustível pelas águas do rio, exigindo respostas rápidas sobre como e por que o vazamento ocorreu.
A punição de R$ 2 milhões tem peso financeiro, mas a pergunta que fica é se o valor realmente será cobrado e revertido de forma eficaz na recuperação da bacia, ou se o processo vai se perder em infindáveis recursos burocráticos. O Rio Meia Ponte já convive com margens estreitas de segurança hídrica, especialmente nos períodos de estiagem, operando no limite da capacidade.
Mais do que uma sanção aplicada no papel, a fiscalização precisa ser implacável para garantir que o manancial não pague a fatura mais alta. A população da Região Metropolitana exige transparência e rigor para que crimes ambientais dessa magnitude deixem de ser apenas mais um episódio na rotina de degradação dos nossos rios.
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