A herança de Iris e o xadrez milionário do PL em Goiás
Por Fred Kidman
PolíticaGoiânia
A promessa de ampliação da rede infantil traz alívio temporário, mas faltam cronogramas de obras e locais definidos para as novas unidades.
Por Sandra Bernardes · 6 de agosto de 2026 às 21:04 · 2 min de leitura

Divuilgação / Prefeitura de Goiânia
A promessa de novas vagas na educação infantil sempre soa como alívio para milhares de mães e pais que enfrentam o drama diário da fila de espera em Goiânia. O anúncio da previsão de criação de 12 novos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) traz uma esperança necessária, mas que precisa ser acompanhada de perto — e com lupa de fiscalização. Afinal, previsão não é obra entregue, e quem trabalha fora sabe perfeitamente que o tempo da burocracia municipal não acompanha a urgência de quem precisa deixar o filho em um local seguro para garantir o sustento do lar.
Promessa no papel, cobrança na realidade
A ampliação da rede de ensino básico é um gargalo histórico na capital goiana. Embora a estimativa de novas unidades aponte para um avanço no atendimento, o anúncio oficial ainda carece de detalhes cruciais que o cidadão tem o direito de saber imediatamente. Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação (SME) mantém em fase de estipulação os cronogramas detalhados de licitação, início das fundações e entrega das chaves à comunidade.
Além disso, a gestão municipal ainda não oficializou o mapa definitivo com os bairros e regiões estratégicas que serão contemplados pela construção dos novos prédios, assim como o montante exato do orçamento da LOA a ser empenhado para as obras físicas e a futura contratação e posse de professores e auxiliares administrativos via concurso ou processo seletivo.
Como jornalista que acompanha a rotina exaustiva de quem precisa equilibrar trabalho e cuidado, sei que é inadmissível que famílias continuem reféns de planos abstratos. A gestão pública precisa apresentar mais do que intenções; o que a população cobra são prazos rígidos, transparência e a garantia de que essas estruturas não se transformarão em esqueletos de concreto abandonados, como tantas outras obras já vistas no Estado. Seguiremos cobrando respostas concretas.
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