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Por Ricardo Camargo
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Levantamento aponta déficit histórico na educação infantil e acende alerta para o impacto na rotina das famílias trabalhadoras.
Por Ricardo Camargo · 20 de agosto de 2026 às 19:11 · 2 min de leitura

Reprodução / Redes sociais
A busca por vagas na educação infantil em Goiânia permanece como um dos principais gargalos para o orçamento e a rotina das famílias trabalhadoras. Um diagnóstico técnico do Ministério Público de Goiás (MP-GO) revelou que 5.101 crianças (sendo 3.751 em idade de creche e 1.350 na pré-escola) aguardavam por atendimento na capital.
| Com mais de 5 mil crianças à espera de uma vaga, o novo acordo firmado entre o município e o MP-GO impõe um plano de obras e locações para erradicar o déficit histórico na educação infantil da capital. |
A escassez de vagas na rede pública impacta diretamente pais e mães que dependem do amparo estatal para manter suas jornadas de trabalho. Sem acesso ao ensino básico municipal, muitas famílias enfrentam o dilema de comprometer a renda mensal com mensalidades de instituições particulares ou, no limite, abandonar postos de trabalho para garantir o cuidado dos filhos em tempo integral.
O monitoramento realizado pelo órgão ministerial expõe a necessidade urgente de planejamento urbano e expansão das unidades de ensino. Especialistas em gestão educacional reforçam que o acesso à creche e à pré-escola não se limita a um direito constitucional, mas constitui um pilar essencial para o desenvolvimento cognitivo infantil e para a redução de desigualdades sociais.
Para solucionar o impasse, a Secretaria Municipal de Educação (SME) e a administração municipal firmaram um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MP-GO, estabelecendo a criação de 4.984 vagas exclusivamente novas até 31 de dezembro de 2028. O cronograma oficial de obras e atendimento divide-se em metas anuais obrigatórias:
Meta para 2026 (2.473 vagas): Entrega de 1.725 vagas por meio da ampliação e instalação de salas em unidades já existentes, somadas a 748 vagas obtidas via locação e adaptação de imóveis, reduzindo o teto da fila para no máximo 2.627 crianças até dezembro;
Meta para 2027 (1.911 vagas): Conclusão e retomada de 7 obras de CMEIs que estavam paralisadas (1.220 vagas) e formalização de termos de colaboração/parcerias (691 vagas), limitando a fila a no máximo 716 crianças;
Meta para 2028 (700 vagas): Conclusão da construção de 4 novos Centros Municipais de Educação Infantil — CMEI Santa Fé, CMEI Vereda dos Buritis, CMEI Linda Vista e CMEI Primavera —, projetando a demanda residual entre zero e 16 crianças, o que representará a erradicação prática da fila na capital.
A execução física e os projetos de engenharia ficam sob fiscalização direta da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e da Secretaria de Administração (Semad), enquanto a SME gerencia o cadastro e a abertura das turmas, sob pena de execução judicial direta em caso de descumprimento dos prazos estipulados.
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