Goiânia mantém vacinação infantil contra vírus VSR até fim de agosto
Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Nova entrega de veículos para a administração municipal reacende o debate sobre o custo real das promessas de melhoria nos serviços públicos.
Por Sandra Bernardes · 10 de agosto de 2026 às 11:48 · 2 min de leitura

Reprodução /Redes sociais
A Prefeitura de Goiânia anunciou a renovação de sua frota de veículos oficiais, trazendo novamente à tona a clássica promessa de ampliar a eficiência dos serviços prestados ao cidadão. O discurso oficial foca na modernização administrativa, mas quem vive o dia a dia da capital sabe que carro novo na garagem do funcionalismo não se traduz automaticamente em asfalto sem buraco ou posto de saúde com médico.
O contrato prevê a locação de até 615 veículos pelo período de 12 meses, com valor teto global de R$ 33,3 milhões (sendo R$ 2,5 milhões mensais já autorizados para uso imediato). A modalidade por aluguel substitui a compra direta e visa aposentar veículos próprios antigos (que serão encaminhados para leilão) para cortar custos de manutenção. Entre as secretarias e órgãos beneficiados pelo lote estão a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), a Secretaria Municipal de Saúde (para atendimentos de urgência, emergência e motolâncias) e a Secretaria Municipal de Educação, além de setores administrativos.
O custo do discurso na prática
Em uma cidade que ainda enfrenta crises crônicas na manutenção asfáltica e no atendimento básico de saúde, a entrega de frotas novas corre o risco de soar como mera propaganda se não vier acompanhada de metas rígidas de desempenho. O contribuinte goianiense, que já arca com impostos pesados, tem o direito de exigir que o dinheiro público seja convertido em resolutividade, e não apenas em metal reluzente circulando pelas avenidas.
Renovar veículos é uma necessidade operacional legítima, mas o jornalismo sério exige cobrar os desdobramentos práticos. O cidadão comum, espremido no transporte coletivo ou aguardando exames há meses, não quer saber da marca do carro do fiscal; ele quer ver o serviço funcionar na ponta. Seguiremos acompanhando para garantir que essa frota não sirva apenas de cenário para discursos oficiais vazios.
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