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Por Weyder Moreira
PolíticaGoiânia
Funcionamento parcial da rede municipal exige confirmação antes de sair de casa; Prefeitura e servidores precisam detalhar impacto.
Por Sandra Bernardes · 5 de setembro de 2026 às 00:09 · 2 min de leitura

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Quando o serviço público entra em colapso ou suspensão temporária, a conta sempre chega mais rápido para quem não tem alternativas. A greve dos servidores da Educação do município de Goiânia, que acaba de atingir a marca de 14 dias de duração, impôs uma realidade de funcionamento parcial nas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) da capital. Para o trabalhador que depende da escola para garantir a educação e a alimentação de seus filhos, o recado prático e imediato é direto: a rotina escolar não está normalizada, e contar com o atendimento integral de portas fechadas tornouse um risco diário.
Nesse cenário de indefinição, a primeira atitude a ser tomada pelas famílias é a checagem prévia. Antes de sair de casa para o trabalho, pais e responsáveis têm a obrigação redobrada de verificar junto à direção de cada unidade escolar se o portão será aberto, quais turmas terão atividades mantidas e se haverá fornecimento regular de merenda — uma vez que a paralisação atinge fortemente o quadro de apoio administrativo.
A cobrança da população por clareza esbarra em narrativas divergentes entre o comando grevista e o Paço Municipal. O movimento, que tem forte adesão dos servidores administrativos da Educação (englobando auxiliares, merendeiras, agentes de limpeza e porteiros), exige a atualização da tabela de vencimentos, que acumula defasagens desde 2011, além da reestruturação e respeito ao plano de carreira da categoria.
Para preencher as lacunas de informação e responder às perguntas mais urgentes da comunidade, a apuração dos fatos concretos da negociação revela o seguinte quadro oficial:
- Unidades Afetadas: Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Educação (SME), apenas 6 unidades escolares estão totalmente paralisadas. No entanto, dezenas de outras instituições operam de forma parcial, com a redução do tempo de permanência dos alunos e a suspensão de aulas no período vespertino devido à falta de pessoal de apoio e de preparo da alimentação escolar;
- Proposta na Mesa: A Prefeitura de Goiânia alega, por meio da Procuradoria-Geral do Município, que a última proposta oficial apresentada à categoria já atendeu a cerca de 80% das reivindicações orçamentárias e que os termos finais seguem em análise técnica interna para viabilizar um desfecho;
- Intervenção da Justiça: Para evitar o colapso generalizado da rede e garantir o atendimento básico, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) concedeu decisão liminar determinando a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores em atividade em cada unidade educacional, sob pena de multas e sanções.
O direito à resposta e a organização comunitária
Quando a educação entra em impasse, o custo social é transferido instantaneamente para a sala de casa das famílias mais vulneráveis: é a criança que perde o ritmo de aprendizado e convivência, é a mãe trabalhadora que precisa se desdobrar para justificar faltas no emprego, e é a comunidade que fica sem o suporte seguro da escola.
Enquanto a prefeitura não consolida um painel público e atualizado, informando em tempo real a situação exata de cada uma das centenas de unidades da rede, a nossa orientação é que os pais se organizem. Mantenham contato ativo nos grupos de mensagens das turmas e exijam respostas claras das coordenações pedagógicas. A greve é um instrumento legítimo do trabalhador na busca por dignidade salarial, mas garantir a transparência sobre os serviços mínimos que estão funcionando é um dever inegociável de quem paralisa e do município que negocia.
💬 Participe do debate: A escola ou Cmei do seu filho em Goiânia teve o funcionamento afetado pela greve dos administrativos? Como você tem feito para conciliar a rotina de trabalho com a suspensão parcial do atendimento? Deixe seu relato nos comentários.
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