Agora
Bem-vindo ao Tudo Notícias — a notícia sem enrolaçãoBem-vindo ao Tudo Notícias — a notícia sem enrolação

PolíticaGoiânia

Goiânia terá câmeras para identificar descarte irregular de lixo

Objetivo declarado da prefeitura é responsabilizar quem abandona resíduos fora das regras; operação, multas e defesa do cidadão ainda precisam ser detalhadas.

Por Ricardo Camargo · 4 de setembro de 2026 às 11:39 · 2 min de leitura

Ouça a matéria

Goiânia terá câmeras para identificar descarte irregular de lixo

A Prefeitura de Goiânia de olho no descarte irregular / Reprodução

O descarte irregular de lixo, móveis velhos e entulho em lotes baldios, calçadas e margens de córregos é uma ferida aberta na zeladoria de Goiânia. A prática gera mau cheiro, atrai vetores de doenças e compromete seriamente o orçamento público com o retrabalho das equipes de limpeza. Para frear essa desordem urbana, a Prefeitura de Goiânia confirmou a adoção de câmeras de videomonitoramento em pontos estratégicos da capital. A medida transfere a responsabilidade e o peso da lei para quem suja a cidade, usando a tecnologia como braço punitivo da fiscalização ambiental.

O peso da multa e a base legal

A ofensiva do Paço Municipal contra a sujeira não é meramente simbólica. A fiscalização mira infratores contumazes e aposta no rigor financeiro para mudar hábitos: as autuações para quem for flagrado descartando material de forma irregular partem de R$ 5 mil, podendo saltar para até R$ 30 mil em casos de reincidência.

A base legal para a fiscalização integra as diretrizes do programa Goiânia Mais Limpa e o Código de Posturas do município. Além disso, a Câmara Municipal analisa propostas paralelas que preveem destinar recompensas (de até 20% do valor da infração ou limite de R$ 1 mil) a cidadãos que flagrarem e denunciarem os infratores com provas.

Mapeamento de pontos críticos e a necessidade de educação

O desafio geográfico da administração municipal é imenso. Levantamentos oficiais da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) apontam a existência de 221 pontos crônicos de descarte irregular mapeados na cidade, embora o consórcio responsável pela coleta estime que o número de lixões clandestinos possa beirar os mil locais. As câmeras serão direcionadas justamente para as vias com maior incidência desses crimes ambientais.

Contudo, para que a medida não seja encarada apenas como uma "indústria da multa", o município assumiu o compromisso de realizar campanhas educativas em larga escala antes da massificação das autuações. O cidadão precisa ser orientado de forma clara sobre os dias corretos da coleta orgânica, os endereços dos ecopontos e o serviço de cata-treco, garantindo que a punição recaia sobre a má-fé e não sobre a falta de informação.

Privacidade e canais oficiais do cidadão

No campo dos direitos civis, a captação e o tratamento de imagens em vias públicas deverão respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com as câmeras devidamente identificadas para garantir a transparência da vigilância. Infratores notificados terão garantido o direito de recurso administrativo junto aos órgãos fiscalizadores.

Ao morador que sofre com a sujeira na porta de casa, a orientação é formalizar denúncias e solicitar serviços apenas pelos canais oficiais: a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) atende demandas e denúncias pelo WhatsApp (62) 99855-8555, enquanto crimes ambientais podem ser relatados diretamente à Amma pelo telefone 161 ou pelo aplicativo Prefeitura 24 Horas.

💬 Participe do debate: Você concorda com o uso de câmeras e a aplicação de multas pesadas para quem joga lixo nas ruas? Acredita que a prefeitura também precisa melhorar o serviço de coleta no seu bairro? Deixe sua reflexão nos comentários.

Leia também

Vereador denuncia prefeitura por barrar estágios da Unifan e aponta retaliação política em Aparecida

Vereador Felipe Cortez usa tribuna para denunciar / Reprodução

Política

Vereador denuncia prefeitura por barrar estágios da Unifan e aponta retaliação política em Aparecida

Por Weyder Moreira

3 min de leitura
TJGO barra manobra e mantém Goiânia responsável por licenciar aterro sanitário

TJ-GO barra sentença que colocava o licenciamento e a fiscalização ambiental da unidade sob responsabilidade da Semad

Política Goiânia

TJGO barra manobra e mantém Goiânia responsável por licenciar aterro sanitário

Por Sandra Bernardes

2 min de leitura

Comentários

0/1000 — comentários passam por moderação antes de aparecer.