Viatura da Polícia Penal capota na BR-153 após colisão
Por Ricardo Camargo
GoiâniaGoiânia
Servidores administrativos retomam paralisação nesta segunda-feira (17), mas decisão judicial tenta evitar o caos completo nas escolas.
Por Newton Nunes · 19 de agosto de 2026 às 16:06 · 2 min de leitura

Se você achou que a única preocupação do seu início de semana seria o preço do combustível ou aquela parcela do cartão vencendo, parabéns pelo otimismo. Para os pais de alunos da rede municipal de Goiânia, a segunda-feira começou com aquele velho conhecido nó na cabeça: os servidores administrativos da Educação decidiram retomar a greve.
Estamos falando de porteiros, merendeiras, auxiliares de secretaria — aquela galera que realmente faz o colégio funcionar enquanto o topo da pirâmide discute estatística. Sem eles, a escola simplesmente não abre, o atendimento despenca e a engrenagem da rede de ensino trava.
Como por aqui até a paralisação vem com emoção jurídica de última hora, a Justiça tratou de intervir determinando que pelo menos 70% desses profissionais permaneçam em seus postos de trabalho durante o movimento paredista.
A medida tenta garantir o mínimo de previsibilidade: que os portões não fiquem trancados e que os estudantes não fiquem totalmente desassistidos. Agora, convenhamos: calcular 70% de funcionamento na base da planilha, enquanto o trabalhador exige valorização real e o pai de família precisa bater ponto no emprego, é o tipo de conta que raramente fecha sem gerar atritos na ponta.
A retomada da greve escancara o esgotamento da categoria com pautas salariais e condições de trabalho nas unidades escolares. Os servidores cobram da administração municipal respostas concretas para planos de carreira e reajustes, apontando que a sobrecarga de trabalho tem sido a tônica do dia a dia nas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis).
Para quem depende exclusivamente da escola pública para conseguir trabalhar em paz, o jeito é virar maratonista da informação: acompanhar de perto os grupos de avisos de cada unidade para saber se o portão está aberto, se vai ter merenda ou se o turno será cortado. Afinal, greve de administrativo é o tipo de problema real que não se resolve com discurso bonito de gabinete, mas sim com diálogo franco, valorização profissional e compromisso com o serviço público.
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