Cerco a Moraes: STF se prepara para sessão que pode expor 'podres' da Corte
Por Sandra Bernardes
PolíticaGoiânia
Entre promessas de engenharia e a paciência esgotada do motorista, a capital volta a debater o caos nas ruas.
Por Fred Kidman · 25 de julho de 2026 às 11:45 · 3 min de leitura


Quem conduz um veículo por Goiânia nos horários de pico sabe que a paciência deixou de ser virtude cristã para virar artigo de sobrevivência mental. A Prefeitura da capital resolveu colocar sob análise novos estudos de engenharia de tráfego para tentar eliminar os implacáveis gargalos que paralisam as principais artérias viárias da cidade.
A iniciativa tenta reacender a esperança daqueles que queimam combustível e sanidade presos em filas quilométricas. A tese municipal aposta em ajustes técnicos para destravar o fluxo, embora permaneça envolto no mistério burocrático, sem cronogramas públicos ou locais cravados no mapa.
Para o cidadão comum, refém de um sistema saturado, o anúncio chega acompanhado daquela desconfiança histórica que corrói qualquer credibilidade oficial. Afinal, a promessa de fluidez urbana é figurinha carimbada em gestões públicas, mas o desfecho prático costuma esbarrar na inércia administrativa.
Enquanto o papel mofa nos escaninhos da prefeitura e o asfalto continua clamando por soluções definitivas, resta ao goianiense a velha cartilha: sair mais cedo, exercitar os pulmões e rezar para que a engenharia de tráfego não seja apenas mais uma maquiagem que empurra o congestionamento para a esquina seguinte.
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