Viaduto da Leste-Oeste tem primeira via lateral liberada para o tráfego
Por Ricardo Camargo
GoiâniaGoiânia
Plano de transferir o pronto-socorro de traumas para uma nova estrutura e reformular o atual prédio levanta dúvidas sobre o cronograma de atendimento.
Por Sandra Bernardes · 7 de agosto de 2026 às 23:09 · 2 min de leitura

O prédio do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) será transformado em um Hospital da Mulher e Maternidade / Reprodução
A reestruturação da rede estadual de saúde promete mudar drasticamente o perfil de atendimento eletivo e de urgência na capital. O prédio do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), histórico ponto de socorro para traumas de alta complexidade em Goiânia, será transformado em um Hospital da Mulher e Maternidade. A mudança, no entanto, está estritamente condicionada a um passo complexo: a transferência total dos serviços de urgência para uma nova unidade de saúde, cujo plano de transição ainda carece de detalhamento público.
Para quem acompanha de perto as engrenagens da saúde pública em Goiás, o anúncio gera tanto expectativa quanto ceticismo. O Hugo é, historicamente, o termômetro das urgências do Estado. Esvaziar um gigante desse porte e redirecionar seu fluxo para um novo endereço exige uma engenharia logística milimétrica para evitar o colapso do sistema de socorro imediato.
Como jornalista que fiscaliza o poder público e a aplicação de cada centavo dos impostos do cidadão, cobro respostas objetivas: qual é o cronograma exato de transição? A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) definiu que o novo Hospital de Urgências funcionará no complexo construído no Parque Oeste Industrial, em Goiânia, com previsão de disponibilizar cerca de 200 a 250 leitos de internação e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para absorver integralmente o fluxo do trauma da capital e do interior.
Transformar o espaço em uma estrutura dedicada à saúde feminina é uma pauta urgente e necessária. No entanto, a transição não pode se transformar em um hiato de assistência para as vítimas de acidentes graves. O governo precisa apresentar um plano de metas transparente, sem discursos evasivos. Com orçamento e empenho previstos no plano de investimentos estaduais em mais de R$ 80 milhões para a adequação arquitetônica, reforma e aquisição de equipamentos específicos para o perfil ginecológico e obstétrico, a migração exige acompanhamento rigoroso. Seguirei cobrando os prazos e a execução desta planilha. A saúde da população não aceita improviso.
Por Ricardo Camargo
Por Sandra Bernardes
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