Clécio Alves: Da Escola de Iris Rezende ao Parlamento Estadual
Por Ricardo Camargo
PolíticaBelo Horizonte
Senador voltou a pedir legenda em convenção partidária após idas e vindas, mas cúpula nacional negou o aval.
Por Ricardo Camargo · 4 de agosto de 2026 às 22:13 · 4 min de leitura

Senador Cleitinho - Reprodução / Republicanos

Reprocução / Redes sociais
O cenário político em Minas Gerais registrou novos capítulos de instabilidade nesta semana em torno das pretensões eleitorais do senador Cleitinho Azevedo. Após um período de idas e vindas que incluiu o anúncio de desistência, o parlamentar voltou a manifestar o desejo de disputar o governo mineiro durante convenção do Republicanos. A movimentação, contudo, esbarrou novamente na negativa da direção nacional da sigla.
A indefinição sobre o palanque no segundo maior colégio eleitoral do país tem mobilizado bastidores e gerado reações entre lideranças políticas locais e nacionais. A disputa interna expõe as complexidades das composições partidárias para o pleito deste ano, evidenciando o peso de diretrizes nacionais sobre os projetos regionais de figuras com forte apelo popular.
A trajetória recente da pré-candidatura foi marcada por momentos de forte carga emocional e reviravoltas públicas. Dias antes da convenção, o parlamentar havia comunicado publicamente que não concorreria ao cargo executivo estadual, após reuniões com a cúpula partidária. No entanto, o cenário mudou no evento oficial da legenda, quando o senador retomou o pleito e pediu apoio explícito para encabeçar a chapa ao governo mineiro.
Apesar da insistência pública, o comando nacional do partido manteve a posição contrária à candidatura própria no estado. A negativa reiterada gerou repercussão inclusive fora da legenda, com manifestações de outras lideranças políticas estaduais sobre o tratamento dispensado ao senador nas negociações internas.
A indefinição em torno do nome de Cleitinho altera de forma sensível o planejamento das forças políticas em Minas Gerais. Com a direita e o centro divididos por diferentes correntes e alianças em formação, a definição de palanques fortes no estado é tratada como prioridade estratégica pelas direções nacionais dos partidos visando às alianças federais.
Analistas políticos apontam que a fragmentação ou a exclusão de nomes competitivos da disputa ao Palácio Tiradentes pode redesenhar o fluxo de apoios e o tempo de propaganda eleitoral. Enquanto os debates internos continuam nos bastidores, o eleitor mineiro assiste a um processo de negociação que reflete o pragmatismo da política partidária tradicional em choque com movimentos de renovação parlamentar.
A conferir os próximos passos das negociações formais e o registro definitivo das candidaturas no âmbito da Justiça Eleitoral, momento em que os arranjos regionais deverão ser selados de forma definitiva para o pleito que se aproxima.
Por Ricardo Camargo
Por Sandra Bernardes
Por Pedro Simão