O tabuleiro febril de 2026: a pressa dos parlamentares e o racha nos palanques
Por Fred Kidman
PolíticaGoiânia
Nome da agropecuarista foi oficializado na chapa do PSDB, marcando estratégia de aproximação com o setor produtivo rural no Estado.
Por Ricardo Camargo · 6 de agosto de 2026 às 21:24 · 4 min de leitura

Marconi anuncia Jacqueline Zaiden como sua vice / Reprodução

Reprodução / Redes sociais
O processo de composição das chapas para o governo estadual ganhou um novo capítulo nesta semana com a confirmação da agropecuarista Jacqueline Zaiden como candidata a vice na chapa encabeçada pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O anúncio, feito após tratativas que mantiveram certa indefinição até os momentos finais das convenções, sinaliza o movimento dos tucanos em direção ao setor produtivo goiano.
A escolha de um nome ligado diretamente ao agronegócio reflete um cálculo político claro para o pleito deste ano. A inserção de Jacqueline Zaiden na corrida eleitoral busca ampliar o diálogo com um dos pilares econômicos mais expressivos do Estado, fortalecendo a base de sustentação da candidatura no interior e entre produtores rurais. A articulação visa contrapor o desgaste histórico acumulado por figuras tradicionais e trazer capilaridade a uma campanha que tenta recuperar o protagonismo político em solo goiano.
A oficialização do nome de Jacqueline ocorre em meio ao período de convenções partidárias e formação de alianças que definirão o panorama da disputa pelo Palácio das Esmeraldas. A definição da vice era tratada internamente como peça-chave para equilibrar a chapa majoritária, que precisava de um perfil técnico-empresarial fora da polarização tradicional da política partidária.
A chegada da nova integrante ao processo eleitoral também impõe novos desafios logísticos e de comunicação aos comitês de campanha, que agora precisam apresentar a nova figura pública ao eleitorado urbano e rural de forma célere. Com as regras da legislação eleitoral em vigor, os próximos passos exigirão consolidação de apoios regionais e estruturação do plano de governo voltado para as demandas estruturais do Estado, como infraestrutura de escoamento e investimentos no interior.
Com as chapas sendo delineadas e os nomes postos à apreciação da Justiça Eleitoral nos prazos legais, o eleitor goiano passa a ter maior clareza sobre as opções postas para o comando do Executivo estadual. A partir de agora, a atenção se volta para a formalização dos registros de candidatura e o início formal da exibição de propostas, momento em que o peso das alianças firmadas nesta fase será testado nas urnas e na percepção da sociedade.
Por Fred Kidman
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