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Por Ricardo Camargo
PolíticaBrasília
Convenção nacional coroa o governador mineiro na corrida presidencial, mas chapa entra na pista ainda sem vice definido.
Por Fred Kidman · 27 de julho de 2026 às 21:22 · 3 min de leitura

Divulgação / Novo
O tabuleiro da sucessão presidencial de 2026 ganhou um lance definitivo nesta segunda-feira (27). O Partido Novo oficializou o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato ao Palácio do Planalto. A decisão foi sacramentada durante convenção nacional da legenda, abrindo oficialmente a caminhada da sigla para o pleito que se avizinha.
Apesar do anúncio, o arranjo político da chapa ainda guarda lacunas importantes. Até o momento da convenção, a legenda não definiu quem ocupará o posto de candidato a vice-presidente, deixando em aberto composições capazes de ampliar o palanque de Zema pelo país. A construção dessa parceria, seja em chapa pura ou coligada, exigirá articulações rápidas nos bastidores.
A escolha de Zema coroa a aposta do partido em um perfil oriundo da iniciativa privada para tentar conquistar o eleitorado nacional. Com um discurso focado em austeridade fiscal e corte de despesas na máquina pública mineira, o candidato tenta nacionalizar a marca administrativa construída em seu estado. Para o cidadão comum, que sente no bolso o peso da inflação e o custo de vida nas capitais e no interior, a promessa de enxugamento estatal é o principal cartão de visitas.
No entanto, a largada ocorre em um cenário de alta complexidade e polarização já conhecida do eleitor brasileiro. Zema precisará provar que sua capilaridade política ultrapassa as fronteiras mineiras e dialoga com demandas urgentes de estados como Goiás, onde o setor produtivo e o agronegócio exercem forte influência econômica e cobram clareza de propostas para infraestrutura e emprego.
Com a oficialização, o partido entra de vez no radar da disputa nacional, embora o calendário da Justiça Eleitoral imponha regras estritas sobre o que pode ou não ser feito neste momento da pré-campanha. A fase atual é de estruturação interna e consolidação de alianças regionais, essenciais para garantir tempo de rádio e TV e capilaridade nos municípios.
Enquanto os palanques se desenham pelo país, a incógnita sobre a vice-presidência permanece como o principal quebra-cabeça da cúpula partidária. O jornalismo de verdade continuará acompanhando de perto cada passo dessa empreitada, de olho em quem realmente paga a conta das decisões que moldam o futuro do país.
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