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PolíticaGoiânia
Projeção da LDO para o pós-2027 acende o sinal amarelo na capital e mostra que a conta do aperto fiscal sempre sobra para a ponta mais frágil.
Por Newton Nunes · 30 de julho de 2026 às 21:02 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais

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Quem vive a realidade de Goiânia sabe muito bem que a conta do aperto fiscal raramente bate na porta dos gabinetes climatizados. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) recém-projetada traz um número que deveria assustar qualquer cidadão com os pés na terra: a previsão de que os investimentos na capital despenquem inacreditáveis 53% logo depois de 2027.
Para quem conhece o peso de pagar o busão e correr atrás de melhorias na quebrada, a notícia é daquelas que embrulham o estômago. Historicamente, quando a caneta pesa contra o orçamento, o que some do mapa não são as despesas supérfluas do poder, mas sim o asfalto que nunca chega, a reforma do posto de saúde que vira promessa eterna e a vaga na creche que continua no papel.
O rombo previsto não acontece por acaso. A queda acentuada nos investimentos em Goiânia após 2027, conforme aponta a LDO, é motivada principalmente pelo fim de operações de crédito que hoje sustentam os financiamentos de obras. Junte a isso o crescimento contínuo das despesas correntes — puxado pela alta inevitável com pessoal e encargos — e temos a receita perfeita: o caixa vai virar refém do pagamento de folhas, deixando margem zero para novos aportes.
Sem fôlego financeiro para tocar melhorias urbanas fundamentais, a cidade corre o risco real de estacionar em áreas críticas como infraestrutura, saneamento e mobilidade. Gestão pública de verdade não se faz apenas com discurso inflamado ou palanque digital, mas com dotação orçamentária na veia. Quando a verba de investimentos encolhe pela metade, a máquina pública empaca e abandona qualquer plano de transformar a vida de quem realmente depende do Estado.
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