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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Levantamento aponta que apenas dez entidades captaram R$ 41,5 milhões do orçamento impositivo municipal.
Por Ricardo Camargo · 3 de agosto de 2026 às 14:37 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais
A análise detalhada das planilhas do orçamento municipal de Goiânia revela uma forte concentração de recursos públicos oriundos das emendas impositivas dos vereadores. Dados recentes mostram que um grupo restrito de dez entidades foi contemplado com um total de R$ 41,5 milhões.
No topo da lista está o Grupo Futuro – Gestão de Saúde, que recebeu R$ 7,82 milhões divididos em 12 emendas. Em seguida, figuram a Associação SOS Vidas, com R$ 6,20 milhões repassados por meio de 11 emendas de seis parlamentares, e a Associação Comunidade Batista, que acumulou R$ 6,09 milhões em cinco indicações de cinco vereadores.
Essa distribuição desigual coloca em evidência o contraste entre o volume destinado a grandes instituições e a escassez de verbas para iniciativas menores de bairros e periferias. Criadas originalmente para descentralizar o atendimento às demandas da sociedade, as emendas impositivas acabam, muitas vezes, canalizando somas expressivas para um grupo reduzido de organizações.
A centralização de valores tão expressivos em poucas mãos restringe a capilaridade dos mandatos e levanta debates institucionais sobre os critérios de prioridade na aplicação do dinheiro público. A discussão recai sobre a efetividade do retorno social dessas aplicações para a população que sustenta o erário municipal.
[VERIFICAR: detalhamento completo de todas as dez entidades contempladas e os respectivos parlamentares autores das indicações.]
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