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PolíticaGoiânia
A fuga silenciosa de eleitores da capital obriga candidatos à Alego a abandonarem o conforto e correrem atrás de voto no interior.
Por Newton Nunes · 26 de julho de 2026 às 20:44 · 3 min de leitura

Reprodução / Stock

Divulgação / Goinfra
Goiânia está encolhendo nas urnas. O eleitorado da capital minguou, acendendo o sinal vermelho nos comitês de campanha e forçando uma reviravolta dramática nas estratégias de quem sonha com uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Para quem acompanha a política goiana de perto, essa debandada silenciosa de eleitores da capital é um sismo de alta magnitude. A migração de títulos e a apatia local obrigam os caciques partidários a recalcular a rota — e rápido. Quem conhece o custo de rodar pelo estado sabe que não dá mais para brincar de fazer política só nos limites metropolitanos. O busão que leva o trabalhador para as extremidades da cidade mudou de ritmo, e a campanha política vai ter que fazer o mesmo.
Historicamente, Goiânia sempre foi o grande celeiro de votos e o trampolim mais curto para o poder estadual. Contudo, com a retração do eleitorado goianiense, as antigas cartilhas de campanha viraram papel de rascunho. Os candidatos que antes focavam na panfletagem confortável de calçada agora são empurrados para táticas muito mais complexas e caras.
Isso significa o avanço de caravanas pelo interior profundo, uso cirúrgico de marketing digital para tentar pescar atenção no meio do barulho e uma busca frenética por lideranças municipais bem longe da Grande Goiânia. Quem insistir no erro de achar que a capital decide tudo sozinha corre o risco de ver a urna se transformar em um belo cemitério de reputações. No fim das contas, a realidade financeira e demográfica sempre cobra a conta de quem dorme no ponto.
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