Clécio Alves: Da Escola de Iris Rezende ao Parlamento Estadual
Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Proposta orçamentária encaminhada para 2027 reduz drasticamente os recursos voltados às políticas públicas para populações vulneráveis.
Por Ricardo Camargo · 27 de julho de 2026 às 16:56 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais
A discussão em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Goiânia para o exercício de 2027 colocou em evidência uma projeção de corte expressivo nos recursos voltados às políticas sociais do município. A proposta encaminhada aponta para uma redução de 75% no orçamento destinado ao setor, acendendo o alerta de entidades e gestores envolvidos com o atendimento à população vulnerável.
Na prática administrativa, o equilíbrio fiscal é uma meta legítima e necessária para a saúde financeira de qualquer município. Contudo, a magnitude da retração nos recursos da assistência social impõe um debate rigoroso sobre a manutenção de serviços essenciais prestados à base da pirâmide social. Programas de acolhimento e suporte às famílias que dependem do amparo municipal tendem a sentir o impacto direto dessa readequação numérica nos cofres públicos.
A transição de diretrizes orçamentárias exige uma análise cuidadosa sobre onde os ajustes são aplicados, ponderando a responsabilidade fiscal com a continuidade de redes de proteção indispensáveis nas periferias urbanas. A supressão de montantes expressivos em áreas sensíveis costuma transferir o ônus para as camadas da população com menor capacidade de absorver choques econômicos.
Com o envio da proposta, o debate migra agora para o âmbito do Poder Legislativo municipal. Cabe aos vereadores examinar a coerência das metas fiscais apresentadas pelo Executivo e avaliar se os cortes previstos não comprometerão de forma irreversível a rede de atendimento social de Goiânia nos próximos anos.
Por Ricardo Camargo
Por Sandra Bernardes
Por Pedro Simão