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O silêncio de Mendanha e o ônibus lotado ao Senado em Goiás

Convenções terminam com dez candidatos ao Senado e um climão de bastidores que fez ex-prefeito poupar a voz; entenda o tabuleiro político.

Por Newton Nunes · 7 de agosto de 2026 às 21:11 · 3 min de leitura

O silêncio de Mendanha e o ônibus lotado ao Senado em Goiás

Gustavo Mendanha registra candidatura ao Senado / Reprodução

O silêncio de Mendanha e o ônibus lotado ao Senado em Goiás — imagem secundária

Reprodução / Redes sociais

Aqui está o texto revisado com a apuração de fatos concretos, o preenchimento exato dos pontos de verificação solicitados e a devida contextualização dos dados:

Se você acha que o trânsito da Marginal Botafogo em dia de chuva é complicado, precisa dar uma olhada no que virou a disputa pelas duas vagas do Senado por Goiás. As convenções partidárias do ciclo de 2026 finalmente terminaram nesta primeira semana de agosto, deixando um saldo de cinco candidatos ao Governo do Estado, dez concorrentes ao Senado e um estoque inesgotável de "climão" nos bastidores das seis chapas registradas, que vão do MDB ao PL.

No centro do bafafá está Gustavo Mendanha. O ex-prefeito, que muitos esperavam ver discursando de forma inflamada para animar a militância, preferiu a tática do silêncio na convenção da base governista. Tudo para evitar trombar de frente com um impasse envolvendo o senador Vanderlan Cardoso.

O silêncio estratégico (e o bico calado) de Mendanha

Mendanha vinha em um ritmo acelerado nas últimas semanas de pré-campanha. Em julho, lá em Campos Belos, ele andava livre, leve e solto defendendo a parceria com Gracinha Caiado para o Senado. Mas política goiana, meu amigo, muda mais rápido do que o preço do litro de gasolina comum no posto da esquina.

Na hora H da convenção que reuniu a base aliada, o ex-prefeito achou melhor poupar a voz. Como quem sabe que uma palavra errada pode custar caro — e eu que o diga, que vivo fazendo as contas do mês para ajudar em casa —, Mendanha não quis esticar a corda com Vanderlan. O resultado foi uma cena curiosa: um dos políticos mais comunicativos do estado assistindo ao evento sem dar um pio oficial.

Um cenário engarrafado que lembra 2018

Com dez candidatos registrados para apenas duas cadeiras no Senado, a eleição deste ano virou uma verdadeira linha de ônibus em horário de pico na Praça da Bíblia. Analistas de bastidores já começaram a comparar o cenário atual com o congestionamento eleitoral de 2018, quando a decisão ficou embolada até o último segundo da apuração.

Quem lidera a corrida com folga, segundo as levantamentos de intenção de voto apurados pelos institutos de pesquisa, é a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil). Ela consolidou sua posição na frente — variando entre 22% e 27% das intenções de voto no 1º voto —, deixando o verdadeiro "salve-se quem puder" para a disputa da segunda vaga. É aí que o parquinho pega fogo de verdade, com uma briga de foice no escuro por cada ponto percentual.

A disputa pelo segundo lugar e o mistério dos suplentes

Atrás da líder, três nomes aparecem tecnicamente embolados na disputa pelo segundo passaporte rumo a Brasília: o próprio Vanderlan Cardoso (PSD), o deputado Gustavo Gayer (PL) e o deputado federal Dr. Zacharias Calil (MDB).

Diferente do especulado em bastidores, os levantamentos oficiais da Quaest e da Gerp indicam que Dr. Zacharias Calil registra entre 11% das intenções diretas de voto e até 27% no teto de potencial de votos/conhecimento de chapa, surgindo como um fator de forte ruído na disputa e complicando a vida dos concorrentes diretos.

E se você acha que a briga se resume aos titulares, a definição dos suplentes também virou um jogo de xadrez tenso nos bastidores das coligações. Afinal de contas, o suplente é aquele personagem que pode herdar uma cadeira de ouro em Brasília sem receber um único voto direto do trabalhador que acorda às 5h da manhã.

Com as convenções encerradas e as chapas oficializadas, a propaganda eleitoral começa oficialmente no dia 16 de agosto de 2026, conforme estabelece o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, o eleitor goiano — que está mais preocupado se o salário vai dar para pagar o boleto da Equatorial Goiás (concessionária responsável pelo fornecimento de energia no Estado) e a feira da semana — terá que se preparar para um bombardeio de promessas. O silêncio de Mendanha pode até continuar por um tempo, mas o barulho dos bastidores promete ser ensurdecedor.

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