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Por Sandra Bernardes
PolíticaGoiânia
Levantamentos recentes de institutos de opinião pública dimensionam a disputa ao Palácio do Planalto, enquanto contenciosos jurídicos tramitam no Tribunal Superior Eleitoral.
Por Pedro Simão · 9 de agosto de 2026 às 00:04 · 4 min de leitura

Flávio vs Lula: O embate de 2026 / Reprodução
A corrida sucessória ao Palácio do Planalto registra novos levantamentos de opinião pública divulgados por institutos demoscópicos na primeira semana de agosto de 2026. A sondagem conduzida pelo Datafolha e publicada em 7 de agosto aponta um quadro de polarização no estado de São Paulo, onde os nomes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro aparecem em patamares técnicos equiparados tanto no primeiro quanto no segundo turnos, conforme os dados veiculados pela imprensa. A aferição demoscópica de São Paulo foi realizada com uma amostra de 1.608 entrevistados, apresentando margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, sob os registros SP-01703/2026 e BR-06481/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
No mesmo sentido, o instituto Quaest trouxe novos números sobre a disputa nacional (pesquisa registrada sob o número BR-06591/2026, com 2.004 entrevistas e margem de erro de 2 pontos percentuais), indicando vantagem de Lula por 39% a 30% no primeiro turno e 44% a 39% em eventual segundo turno. Em paralelo, o instituto AtlasIntel integrou em suas análises recentes o impacto de medidas econômicas, como o chamado tarifaço, sobre o comportamento do eleitorado brasileiro. A mesma empresa esteve no centro de debates jurídicos: o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu recentemente uma pesquisa da AtlasIntel que incluía questionamentos específicos sobre agentes políticos, decisão que mobiliza o debate institucional sobre os limites metodológicos dos levantamentos.
No âmbito regional, o Real Time Big Data divulgou, em 4 de agosto, um retrato da disputa presidencial no estado do Pará (registro BR-09650/2026, com 1.600 entrevistas e margem de erro de 2 pontos percentuais), apontando o presidente Lula com 45% contra 36% de Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno, evidenciando a dinâmica de forças fora do eixo tradicional Sudeste. Historicamente, a dispersão regional dos percentuais de intenção de voto reflete assimetrias econômicas locais e a penetração de palanques estaduais, fatores que ganham relevo à medida que o calendário eleitoral avança para a fase de convenções e registro de candidaturas.
Cumpre destacar que o rito de registro de pesquisas eleitorais exige rigor estrito conforme as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o ciclo de 2026, sendo vedada a divulgação de levantamentos que não preencham os requisitos de transparência de metodologias, margem de erro, nível de confiança e período de campo.
Em relação às disputas proporcionais e majoritárias estaduais em Goiás — especificamente para o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa —, nenhum instituto de pesquisa registrado divulgou levantamentos nominais consolidados para estes cargos no presente período de apuração. A ausência de sondagens publicadas reflete a praxe do mercado demoscópico, que concentra os investimentos financeiros e operacionais nas pesquisas de âmbito nacional e para o Executivo estadual nesta fase do pré-pleito.
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