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Pesquisas indicam estabilidade na disputa presidencial e favoritismo ao Senado em Goiás

Boletim eleitoral apresenta disputa acirrada entre Lula e Flávio no plano nacional e aponta Gracinha Caiado à frente na disputa goiana.

Por Pedro Simão · 8 de agosto de 2026 às 12:50 · 4 min de leitura

Pesquisas indicam estabilidade na disputa presidencial e favoritismo ao Senado em Goiás

Candidatos com mais chances de chegar ao Senado / Reprodução

Pesquisas indicam estabilidade na disputa presidencial e favoritismo ao Senado em Goiás — imagem secundária

Repodução / Paraná Pesquisas

A legislação eleitoral brasileira, por meio da Lei nº 9.504/1997, impõe um rito estrito para a divulgação de pesquisas de opinião pública relativas ao pleito. O registro prévio junto à Justiça Eleitoral é o divisor de águas entre o levantamento de rigor estatístico e a mera sondagem de opinião sem controle amostral — distinção crucial em um momento no qual o país encerra o ciclo de convenções partidárias para a definição de candidaturas. O acompanhamento dos dados metodológicos e dos resultados consolidados pelos institutos credenciados oferece o balizamento necessário para a compreensão das tendências reais do eleitorado.

Neste boletim de acompanhamento, os dados colhidos por diferentes institutos de pesquisa desenham o quadro de forças nas disputas para a Presidência da República e para o Senado Federal em Goiás.

Presidência da República

No plano nacional, os principais institutos de pesquisa mantêm um diagnóstico convergente de forte acirramento e polarização concentrada entre duas forças políticas: o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. As variações numéricas registradas nos levantamentos apontam para um empate técnico no limite ou dentro das margens de erro, demonstrando um cenário totalmente aberto e competitivo no início do período oficial de propaganda.

O instituto Datafolha, em levantamento divulgado no dia 7 de agosto, apontou que, em um eventual cenário de segundo turno, Lula soma 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro (margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos). Duas semanas antes, em 24 de julho, o mesmo instituto havia registrado o primeiro turno com Lula marcando 40% e Flávio Bolsonaro com 32% (margem de erro de 2 pontos percentuais), enquanto os demais concorrentes figuravam abaixo do patamar de 5%.

A distribuição de forças acirrada é ratificada pelo instituto Genial/Quaest, em pesquisa divulgada em 5 de agosto (margem de erro de 2 pontos percentuais). No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 30%. O levantamento da Quaest também testou candidaturas alternativas: o empresário Renan Santos obteve 4%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, registrou 4%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pontuou com 2%.

A sondagem da AtlasIntel, datada de 29 de julho (margem de erro de 1,5 ponto percentual), indicou Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 36% no primeiro turno. No cenário de segundo turno projetado pela AtlasIntel, o atual presidente alcançou 49,2% contra 42,9% do senador do PL. Outro termômetro relevante, a pesquisa PoderData divulgada em 30 de julho (margem de erro de 2 pontos percentuais), registrou 41% para Lula e 35% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

A importância do rigor metodológico exigido pela Justiça Eleitoral foi evidenciada na primeira semana de agosto, quando checagens oficiais de fatos desmentiram a divulgação de uma suposta pesquisa que atribuía 68% de intenções de voto a Flávio Bolsonaro. O levantamento em questão tratava-se de uma enquete informal de internet, sem controle de amostragem científica, o que impede legalmente a sua caracterização como pesquisa eleitoral.

Senado por Goiás

A disputa pelas duas vagas que representarão Goiás no Senado Federal a partir de 2027 apresenta um cenário de liderança da base governista estadual para a primeira vaga, enquanto a segunda cadeira registra forte competitividade. Diferentes levantamentos oficiais situam a ex-primeira-dama Gracinha Caiado à frente, enquanto um bloco de candidatos disputam a vaga remanescente.

Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 30 de julho, Gracinha Caiado lidera as intenções de voto, seguida por Vanderlan Cardoso (PSD), Gustavo Gayer (PL), Gustavo Mendanha e Dr. Zacharias Calil (MDB). O relatório técnico apontou que a segunda vaga da disputa goiana permanece indefinida.

Essa configuração de forças foi detalhada em levantamento pelo instituto Paraná Pesquisas (registro GO-01366/2026, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais), apontando Gracinha Caiado na liderança isolada do primeiro voto e consolidando o ex-prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha, como um dos principais nomes na disputa:

- Gracinha Caiado (União Brasil): 35,1%

- Vanderlan Cardoso (PSD): 25,8%

- Gustavo Gayer (PL): 21,2%

- Dr. Zacharias Calil (MDB): 19,8%

- Gustavo Mendanha: 15,5%

- Delegado Humberto Teófilo (Novo): 13,4% (com recuo de pré-candidatura registrado)

- Professor Marcelo Moreira (PSOL): 6,6%

- Cíntia Dias (PSOL): 6,2%

- Humberto Chaves (PSOL): 3,3%

- Oséias Varão (PL): 2,1%

- Iure Castro (Cidadania): 1,5%

- Nulos/Brancos/Nenhum: 9,8%

- Indecisos/Não opinaram: 6,2%

No mesmo sentido, os levantamentos da AtlasIntel e da Real Time Big Data do mês de julho convergiram ao registrar a liderança da candidata governista e o afunilamento entre os principais concorrentes ao Senado em Goiás.

Câmara Federal por Goiás

Até o presente momento, as principais empresas de pesquisa de opinião pública não divulgaram levantamentos nominais consolidados voltados especificamente para a composição das vagas goianas na Câmara dos Deputados. Historicamente, pesquisas para cargos proporcionais em nível federal apresentam alto índice de indecisão nesta fase do calendário, dado que as convenções partidárias recém-homologaram as listas definitivas de candidatos.

Assembleia Legislativa de Goiás

De forma análoga à disputa federal, a corrida para as cadeiras de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) não conta com dados de intenção de voto nominal divulgados pelos institutos oficiais registrados no Tribunal Superior Eleitoral para o período recente de julho e agosto. A ausência de dados nominais nesta fase reflete a complexidade estatística de aferição de voto proporcional antes do início oficial da propaganda eleitoral na televisão e no rádio.

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