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Por Ricardo Camargo
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Inquérito conduzido pelas autoridades aponta os antecedentes e a dinâmica do desentendimento que resultou no falecimento de Delson Carlos no Setor Bueno.
Por Ricardo Camargo · 29 de julho de 2026 às 20:02 · 3 min de leitura

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As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás avançaram para esclarecer as circunstâncias que culminaram na morte do jornalista Delson Carlos, ocorrida na última sexta-feira (24), no Setor Bueno, em Goiânia. Informações apresentadas pelo delegado Vinicius Teles trouxeram luz aos antecedentes da tragédia, detalhando a dinâmica exata do desentendimento.
O caso, que gerou forte repercussão na imprensa goiana, passou por um rigoroso processo de oitiva de testemunhas e análise de evidências no apartamento onde a vítima residia.
Conforme apurado pela polícia, Delson Carlos e a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa mantinham uma amizade de cerca de dez anos. O imóvel ocupado pelo jornalista pertencia a Renata e, embora testemunhas relatem que ambos já haviam chegado a um acordo prévio sobre a desocupação do local, o assunto voltou à tona durante uma confraternização regada a bebidas alcoólicas.
No apartamento estavam Delson, Renata e a namorada da dentista, Márcia Maria Carolli. No calor da discussão, Renata armou-se com uma faca e atacou o jornalista. Márcia tentou intervir para conter a agressão, sofrendo ferimentos no ombro e no antebraço.
"Ela [Márcia] alega que, no momento em que conseguiu se desvencilhar, os dois correram. Ela afirma que Renata, inclusive, correu atrás dele no andar. Depois, ambos desceram, Renata voltou e se trancou no apartamento. Eles desceram juntos até o quinto andar, quando a vítima desfaleceu já sem vida" — detalhou o delegado Vinicius Teles.
Renata de Almeida Pedreira e Sousa foi autuada em flagrante por homicídio consumado no próprio dia do crime. Após passar por audiência de custódia no sábado (25), a prisão preventiva foi mantida pela Justiça.
Casos de violência letal que envolvem profissionais da comunicação exigem rigor e transparência institucional. A atuação da Polícia Civil concentra-se agora na consolidação dos laudos periciais e na conclusão do inquérito para encaminhamento ao Ministério Público, garantindo a devida tramitação jurídica perante o Poder Judiciário.
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