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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Administração municipal movimenta bolada milionária enquanto serviços básicos na capital seguem sob escrutínio da população.
Por Sandra Bernardes · 3 de agosto de 2026 às 16:47 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais
A gestão municipal de Goiânia está às voltas com uma transação financeira de grande porte que exige fiscalização rigorosa. A Prefeitura da capital tem em curso um processo que pode custar até R$ 30,4 milhões aos cofres públicos para a quitação de créditos previdenciários. Estamos falando de mais de trinta milhões de reais saindo diretamente da arrecadação.
Para quem acompanha o dia a dia da cidade e conhece o peso dos impostos na ponta do lápis, o volume de recursos impressiona e exige transparência absoluta sobre a destinação e a real necessidade dessa movimentação financeira.
É evidente que a regularização de obrigações previdenciárias faz parte da engenharia fiscal necessária para a saúde financeira de qualquer administração. O ponto nevrálgico, contudo, é a distância entre a agilidade com que cifras milionárias circulam nos gabinetes e a lentidão na entrega de serviços essenciais que o contribuinte cobra todos os dias.
Enquanto o erário é mobilizado para sanar essas contas, o morador que depende da rede pública continua enfrentando problemas crônicos em áreas fundamentais como saúde e infraestrutura urbana. Fiscalizar para onde vai cada centavo do dinheiro público não é favor, é dever profissional. Continuaremos acompanhando de perto os desdobramentos dessa negociação e o impacto real disso para quem vive em Goiânia.
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