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PolíticaGoiânia
Divergência entre termos firmados pela Prefeitura de Goiânia e acórdão do tribunal expõe o risco de repasses públicos sem justificativa técnica.
Por Fred Kidman · 4 de agosto de 2026 às 18:07 · 3 min de leitura

Prefeito Sandro Mabel - Reprodução / Redes sociais

Carolina Pereira (Presidente do Goiânia Prev) - Foto: Fábio Lima
A Prefeitura de Goiânia voltou a atrair o escrutínio incômodo dos órgãos de controle. Um contrato recém-firmado entre a administração municipal e a Fundação de Estudos para o Desenvolvimento da Administração Pública (Fedap) apresenta divergências gritantes em relação ao que havia sido taxativamente determinado em acórdão do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO).
Quando o poder público atropela diretrizes estabelecidas por cortes de contas, quem paga a conta é o cidadão — aquele que acorda cedo, paga seus impostos em dia e espera o mínimo de respeito com o erário. Na capital goiana, onde serviços essenciais frequentemente cambaleiam por falta de recursos bem aplicados, desvios contratuais não são meras minúcias burocráticas; são um insulto à legalidade.
Até agora, o Paço Municipal manteve um silêncio ensurdecedor, incapaz de apresentar qualquer justificativa técnica minimamente aceitável para explicar por que decidiu ignorar as balizas do Tribunal de Contas. Na nossa trajetória pelo jornalismo, aprendemos que quando a caneta pública assina algo diferente do que foi determinado pelo fiscalizador, a transparência costuma ser a primeira vítima.
A obediência às decisões de controle externo não é um favor concedido pelo governante de plantão, mas uma obrigação republicana inegociável. Continuaremos de vigília nesta redação — que há muito virou nossa trincheira — para cobrar respostas concretas da prefeitura e da fundação envolvida, exigindo a correção imediata dos rumos desse contrato em nome do contribuinte goianiense.
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