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PolíticaGoiânia
Balanço oficial aponta número recorde de remendos no asfalto da capital em 2026, enquanto a população segue lidando com prejuízos na manutenção de veículos.
Por Sandra Bernardes · 2 de agosto de 2026 às 01:39 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais

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Transitar por Goiânia exige hoje uma dose diária de resiliência e, acima de tudo, sorte. Quem depende do transporte público, anda de moto ou gasta o próprio salário com manutenção de veículos conhece bem a realidade das vias da capital. Em meio a esse cenário, a Prefeitura de Goiânia apresentou um dado para tentar dimensionar o esforço da gestão: mais de 160 mil serviços de tapa-buraco foram executados na cidade somente ao longo de 2026.
A marca foi celebrada pelo Paço Municipal como um reflexo do trabalho intenso para amenizar o problema histórico da pavimentação urbana. No papel, o volume impressiona e evidencia o esforço das equipes de manutenção para conter o desgaste de ruas e avenidas.
Apesar do balanço apresentado pela administração municipal, o impacto real nas ruas gera desconfiança. Para o motorista que arca com custos cada vez maiores em oficinas mecânicas, a sensação é de que a operação de remendo enxuga gelo. Bastam poucas horas de chuva para que o asfalto ceda novamente e novas crateras surjam nos mesmos trechos.
A promessa de equipes aceleradas esbarra na urgência de quem precisa transitar com segurança. Enquanto a Prefeitura defende a eficácia das intervenções, cabe ao cidadão continuar desviando dos buracos e exigindo soluções definitivas para a infraestrutura da cidade.
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