TCU suspende edital de R$ 1,1 bilhão para o Anel Viário de Goiânia
Por Ricardo Camargo
GoiâniaGoiânia
Desaparecimento de registros sobre sinalização em via expressa expõe fragilidades no controle interno da administração municipal.
Por Ricardo Camargo · 22 de agosto de 2026 às 19:21 · 2 min de leitura

Totem instalado na Marginal Botafogo - Reprodução / Redes sociais

Prefeito Sandro Mabel - Reprodução / Redes sociais
A gestão dos recursos públicos e a transparência na administração municipal voltam a ser centro de atenção na capital. A Prefeitura de Goiânia não tem conseguido localizar a documentação de um contrato de R$ 2,6 milhões destinado à instalação de totens informativos na Marginal Botafogo, uma das principais artérias viárias da cidade.
A ausência de registros oficiais sobre o montante milionário levanta dúvidas sobre os mecanismos de controle interno e a organização de arquivos da municipalidade. O contrato, que deveria regulamentar o fornecimento dos painéis de sinalização instalados ao longo da via rápida, simplesmente não foi encontrado nos sistemas da administração municipal.
Pelas regras fundamentais do direito administrativo, todo e qualquer ato público — em especial aqueles que envolvem repasses financeiros significativos — deve ser devidamente registrado, arquivado e disponibilizado para consulta dos órgãos fiscalizadores e da própria sociedade. O desaparecimento de uma pasta contratual desse porte dificulta a análise sobre as obrigações da empresa contratada e a devida entrega do serviço correspondente ao valor pago.
Até o momento, a apuração envolve a Procuradoria-Geral do Município (PGM) e a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), que buscam a documentação solicitada pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), órgão que investiga a implantação das estruturas. Da mesma forma, a pasta de Trânsito sustentou que o processo administrativo segue em fase de formalização, com previsão de custeio via compensações da iniciativa privada, enquanto a gestão municipal solicitou prorrogação de prazo ao TCM-GO para reunir dados técnicos e prestar os devidos esclarecimentos.
Para o contribuinte, que depende da segurança da Marginal Botafogo e acompanha de perto o destino dos impostos recolhidos, a situação exige esclarecimentos urgentes e uma demonstração clara de que a governança dos recursos da cidade segue os parâmetros de responsabilidade que a lei determina.
Por Ricardo Camargo
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