Pesquisas eleitorais medem cenário presidencial sob novos registros
Por Pedro Simão
PolíticaSão Paulo
Tribunal pune ex-ministro por uso de artifícios digitais e ataques direcionados a rivais na corrida eleitoral.
Por Sandra Bernardes · 9 de agosto de 2026 às 00:20 · 4 min de leitura

O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) • Mário Agra/Câmara dos Deputados
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) não deu trégua e condenou Ricardo Salles por propaganda eleitoral antecipada. A decisão impõe duas multas ao ex-ministro, que agora enfrenta o escrutino da Justiça Eleitoral bem no início da caminhada rumo às urnas.
A punição veio após a constatação de irregularidades em materiais divulgados no ambiente digital. Entre as artimanhas identificadas pela fiscalização, destaca-se o uso de estratégias e vídeos com ataques frontais a rivais políticos, simulando recursos gráficos pejorativos para minar o debate público antes do período permitido pela lei.
A legislação eleitoral existe para garantir o mínimo de equidade na largada das disputas, mas a ânsia de alguns personagens pelo poder frequentemente atropela as regras do jogo. Salles, que carrega no currículo investigações da Polícia Federal por suspeitas de propina e um histórico denso de polêmicas, agora acumula contas a acerta com a Justiça.
Não se trata de detalhe burocrático. O impulsionamento ilegal de conteúdo na internet desequilibra o tabuleiro político e tenta moldar a percepção do eleitor antes que o debate oficial comece a ocorrer de forma transparente. A fiscalização precisa ser dura com qualquer tentativa de burlar os prazos e as normas vigentes.
Enquanto o calendário eleitoral avança para as próximas fases, episódios como este escancaram a urgência de vigilância rigorosa sobre quem pretende ocupar cargos de representação popular. O eleitor merece ser tratado com respeito, e não bombardeado por peças de propaganda irregular que tentam antecipar o Vale-Tudo político.
A conferir se as multas aplicadas pelo TRE-SP servirão de freio ou se a toada da pré-campanha continuará marcada pelo atropelamento das regras. O fato é que a Justiça mostrou que há limites — e cabe aos órgãos fiscalizadores não afrouxar o passo.
Por Pedro Simão
Por Sandra Bernardes
Por Pedro Simão