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Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Enquanto o contribuinte arca com a alta dos combustíveis, o Legislativo municipal amplia o orçamento para a frota oficial dos gabinetes.
Por Sandra Bernardes · 2 de agosto de 2026 às 01:33 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais

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Quem precisou fazer contas rigorosas para abastecer o veículo nesta semana encontra uma realidade completamente distinta dentro da Câmara Municipal de Goiânia. O Legislativo goianiense optou por elevar as despesas destinadas ao aluguel de carros, evidenciando que a gestão dos recursos públicos segue descolada do momento econômico da cidade.
O incremento nos gastos com a frota locada chega em um cenário em que os moradores lidam com a pressão inflacionária, o custo dos transportes e a infraestrutura precária das vias urbanas. Quando o erário é manejado para ampliar o conforto logístico de gabinetes, o contribuinte tem o direito legítimo de exigir transparência sobre as prioridades estabelecidas pelos seus representantes.
Para quem utiliza o transporte público ou tenta preservar o próprio patrimônio circulando por ruas esburacadas, a ampliação de verbas para o transporte de parlamentares exige rigor na fiscalização. A defesa técnica para aditivos ou reajustes em contratos de locação costuma apelar para argumentos de manutenção, mas a leitura política e social da medida permanece indigesta.
Enquanto o cidadão comum pondera cada centavo do orçamento doméstico, os vereadores garantem deslocamentos amparados por recursos públicos, sem qualquer ônus com o próprio bolso. A fiscalização sobre o uso eficiente e estritamente público desses veículos continua sendo o único antídoto contra o distanciamento entre o legislador e a realidade da rua.
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