Sessão na Alego: com plenário vazio, Clécio toca expediente sozinho e lê projeto de R$ 81 milhões em alívio fiscal
Por Ricardo Camargo
PolíticaGoiânia
Medida aprovada na Câmara busca criar canal silencioso de socorro para vítimas; cobrança agora é pela execução prática do programa.
Por Sandra Bernardes · 22 de agosto de 2026 às 19:13 · 2 min de leitura

Divulgação / Câmara Municipal de Goiânia

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou o projeto de lei que institui o "Código Sinal Vermelho" na capital goiana. O programa tem como objetivo oferecer uma alternativa silenciosa, rápida e segura para que mulheres sob ameaça ou agressão doméstica possam denunciar abusos e solicitar ajuda imediata das forças de segurança.
Embora a aprovação do texto represente um passo legislativo importante, o verdadeiro desafio começa agora. Medidas dessa natureza exigem um canal de comunicação perfeitamente alinhado com as polícias para que o socorro de fato chegue antes que o pior aconteça. Sem treinamento adequado de atendentes e protocolo rígido de resposta rápida, a iniciativa corre o risco de virar apenas estatística ineficaz.
Para que o sistema funcione em Goiânia, é indispensável monitorar de perto os próximos passos do Executivo. É preciso esclarecer a atuação e conscientização em órgãos públicos, instituições de ensino, comércio em geral e outros locais públicos e o caráter colaborativo e de cooperação da medida, voltado ao acolhimento e acionamento das autoridades sem previsão de sanções punitivas diretas no texto da lei.
Além disso, a população precisa de clareza sobre o fluxo de atendimento. As denúncias recebidas por meio do sinal vermelho devem ser encaminhadas de forma prioritária às delegacias especializadas. Seguiremos cobrando o cronograma de implementação do município, incluindo o prazo constitucional de 15 dias úteis para sanção ou veto do prefeito Sandro Mabel e a posterior regulamentação das capacitações profissionais pelo Executivo. A segurança das mulheres goianienses exige respostas concretas, não apenas discursos de plenário.
Por Ricardo Camargo
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