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PolíticaGoiânia
A reestruturação do plano de saúde dos servidores de Goiânia é urgente, mas conselheiro avisa que o preço cobrado pela Prefeitura está alto demais.
Por Newton Nunes · 25 de julho de 2026 às 12:56 · 2 min de leitura


Todo mundo que depende de assistência médica — ou que simplesmente acompanha as contas públicas — sabe que o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) está respirando por aparelhos. O consenso de que o órgão precisa de uma reestruturação urgente é geral. O problema é que a conta apresentada pela Prefeitura para salvar o paciente veio com muitos zeros.
A administração municipal desenhou uma proposta de modernização que prevê um contrato anual de R$ 12 milhões para gerir o Imas. O valor bateu na mesa do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e fez o conselheiro Valcenôr Braz acender o sinal amarelo. Para ele, o montante é salgado demais para passar sem uma lupa detalhada.
Não dá para tapar o sol com a peneira: o modelo atual do Imas é insustentável. O funcionalismo público de Goiânia convive há tempos com o drama de ter consultas, exames e cirurgias suspensos porque o instituto simplesmente atrasa os repasses para os hospitais e médicos credenciados. É uma crise de gestão que atinge diretamente quem está na ponta precisando de atendimento.
O tribunal concorda que a intervenção é necessária e urgente para normalizar os serviços, mas avisa que responsabilidade fiscal não é opcional. "Querem fazer um contrato de 12 milhões por ano. Estou preocupado com o valor, estou achando muito alto", pontuou Valcenôr Braz.
Agora, a bola está com a Prefeitura de Goiânia. A administração municipal terá que apresentar justificativas muito sólidas para manter esses custos ou adequar o projeto para caber no orçamento e conseguir o aval do órgão de controle. O servidor, enquanto isso, espera que o impasse se resolva antes que o próximo atendimento seja cancelado.
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