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Por Ricardo Camargo
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Tribunal de Contas da União aponta risco de duplicidade em licitação do DNIT; medida adia intervenção aguardada na Região Metropolitana.
Por Ricardo Camargo · 22 de agosto de 2026 às 19:35 · 2 min de leitura

Anel Viário - Reprodução / Redes sociais
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão cautelar de um edital bilionário do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) destinado a obras no Anel Viário de Goiânia. A licitação, estimada em R$ 1,1 bilhão, foi paralisada após a corte de contas identificar indícios de risco de duplicidade no objeto do certame.
A decisão representa um revés temporário para uma das intervenções de infraestrutura mais aguardadas pelos moradores da Região Metropolitana de Goiânia. O Anel Viário é uma artéria essencial para o fluxo de veículos de carga e para descongestionar o trânsito urbano, mas o órgão de controle federal considerou prudente interromper o processo para evitar o desperdício de recursos públicos.
O principal argumento para o embargo técnico reside na possibilidade de que trechos ou serviços previstos no projeto do DNIT coincidam com outras contratações já existentes ou planejadas para a mesma região. Em termos práticos, a auditoria busca garantir que o dinheiro do contribuinte não seja empregado para pagar duas vezes pelo mesmo serviço.
Até o momento, o DNIT não detalhou publicamente quais medidas adotará para responder aos questionamentos do tribunal ou se o edital sofrerá alterações substanciais antes de ser liberado novamente. O andamento do processo licitatório segue condicionado à apresentação de esclarecimentos técnicos que comprovem a viabilidade econômica do empreendimento.
Para o cidadão que enfrenta diariamente os gargalos do trânsito na capital e nas cidades vizinhas, resta aguardar a repactuação do projeto, sob a premissa de que a segurança jurídica e a eficiência fiscal devem preceder o início de qualquer grande canteiro de obras.
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