Caiado inicia campanha focado em segurança e no confronto direto com Lula e Flávio
Por Sandra Bernardes
PolíticaGoiânia
Projeto na Câmara quer rebatizar plataformas de ônibus com paixões do esporte, mas passageiros cobram melhorias reais.
Por Fred Kidman · 17 de agosto de 2026 às 12:56 · 2 min de leitura

Terminal Praça A / Reprodução

Mascotes do Atlético, Vila Nova e Goiás / Reprodução
Como dizia o velho poeta Juvenal na Roma Antiga, dê ao povo pão e circo e eles esquecerão os problemas do cotidiano. Pois bem, o parlamento goianiense ressuscitou a velha máxima ao colocar em debate um projeto que permite batizar os terminais de transporte público da capital com os nomes dos clubes de futebol locais. Uma homenagem justa à paixão do nosso povo, sem dúvida, mas que soa quase lírica diante do sufoco real que o trabalhador enfrenta diariamente nessas plataformas.
Para quem acorda de madrugada e conta os trocados para garantir a passagem, ver o terminal preferido ostentar o escudo do seu time de coração pode até arrancar um sorriso orgulhoso, mas não diminui em nada o tempo de espera pelo ônibus. A proposta quer fundir a eletricidade das arquibancadas com o concreto cinzento e por vezes hostil do nosso combalido sistema de integração urbana.
O Projeto de Lei (de autoria do presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo) estabelece a alteração no nome e na identidade visual de três das principais estações de integração de Goiânia, associando cada espaço ao estádio ou região histórica de cada agremiação:
- Terminal Praça A – Atlético Clube Goianiense: em razão da proximidade com o Estádio Antônio Accioly, no tradicional bairro de Campinas;
- Terminal Praça da Bíblia – Vila Nova Futebol Clube: localizado no Setor Leste Universitário, no mesmo eixo viário do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA);
- Terminal Isidória – Goiás Esporte Clube: situado no Setor Pedro Ludovico, vizinho ao Complexo da Serrinha (Estádio Hailé Pinheiro).
A proposta autoriza ainda a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) a pintar e estilizar as estruturas com as cores e símbolos oficiais de cada clube. No entanto, resta saber se, além da mera maquiagem estética nas placas de identificação, a medida virá acompanhada de investimentos de verdade na segurança, na pontualidade das viagens e no conforto das estações. Afinal de contas, o cidadão que sustenta esta cidade merece um serviço de transporte de primeira divisão, e não apenas o consolo de um letreiro bonito enquanto espera a condução atrasada.
Por Sandra Bernardes
Por Fred Kidman
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