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PolíticaGoiânia
Estudo mapeia a linhagem do cão mais popular do Brasil e detalha como a seleção natural moldou a resistência urbana do animal.
Por Sandra Bernardes · 30 de julho de 2026 às 20:33 · 3 min de leitura

Reprodução / Redes sociais

Reprodução / Redes sociais
O vira-lata caramelo, figura constante nas ruas e calçadas brasileiras, teve sua origem genética mapeada por um estudo científico. Divulgada nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, a pesquisa traz respostas concretas sobre a linhagem do cão mais popular do país, analisando amostras de centenas de animais em território nacional.
Historicamente relegado à margem enquanto raças com pedigree recebiam atenção da elite, o caramelo sempre sobreviveu à base de adaptabilidade e inteligência. O levantamento genético demonstra que a resistência desses animais é fruto direto de um processo rigoroso de seleção natural nas ruas.
Os exames laboratoriais apontam que a assinatura genética do caramelo reúne traços de cães trazidos por colonizadores europeus combinados a linhagens nativas, em séculos de livre reprodução. Essa mistura gerou um animal com alta capacidade de sobrevivência urbana, imune a diversas fragilidades comuns em cães de raça pura.
Para tutores interessados em mapear a ancestralidade de seus animais, o teste de DNA canino está disponível no mercado brasileiro com preços que variam entre R$ 450 e R$ 700. O procedimento é realizado de maneira simples, por meio da coleta de saliva com um cotonete específico.
Mais do que curiosidade biológica, o mapeamento reforça a relevância do animal na cultura urbana brasileira. A ciência corrobora o que a população já observava no cotidiano: a adaptabilidade superior do cão caramelo frente às intemperizes das cidades e à falta de assistência especializada.
A apuração demonstra que a valorização do vira-lata caramelo deixa de ser apenas folclore para se sustentar em dados biológicos concretos, consolidando o animal como um dos maiores exemplos de resiliência nas ruas do país.
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