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Por Fred Kidman
PolíticaGoiânia
Pente-fino da prefeitura mexe com a estrutura da capital e acende o alerta para o bolso do contribuinte em tempos de orçamento apertado.
Por Fred Kidman · 17 de agosto de 2026 às 12:07 · 2 min de leitura

Capital Goiânia / Reprodução

Prefeitura de Goiânia / Reprodução
Mais de 310 mil imóveis em Goiânia estão sob a lupa da administração municipal após a detecção de divergências cadastrais. A medida, que mexe diretamente com a estrutura urbana da capital, acende o alerta para milhares de proprietários e inquilinos que já vivem espremidos pelo custo de vida e temem novos impactos no orçamento doméstico.
Quem já viveu o suficiente para ver as engrenagens da máquina pública girar sabe: quando o fisco ou o planejamento urbano apontam inconsistências em massa, o cidadão comum costuma pagar o pato. O volume de imóveis sob suspeita de desatualização é gigantesco e atinge uma fatia expressiva do território da capital. As inconsistências foram identificadas por meio de um amplo recadastramento imobiliário com uso de georreferenciamento, aerofotogrametria de alta resolução e cruzamento eletrônico de dados cadastrais da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin). As principais distorções envolvem ampliações de áreas construídas (como acréscimo de quartos, garagens, varandas, pavimentos e piscinas) que nunca foram informadas à prefeitura, além de alterações de tipologia de uso residencial para comercial ou de serviços e imóveis registrados como lotes vagos que já possuem construções finalizadas.
O bolso do cidadão sob vigilância
Na história das cidades brasileiras, a atualização cadastral frequentemente precede o fantasma do aumento de impostos, como o IPTU e o ITU. Em relação aos impactos financeiros, a administração municipal ressalta que o objetivo do recadastramento é a justiça fiscal e a atualização da planta de valores, mas os imóveis com aumento de área construída ou mudança de destinação terão o valor venal recalculado, o que gerará atualização proporcional na base de cálculo do IPTU nos exercícios subsequentes. A prefeitura prevê a notificação dos proprietários com prazos regimentais para apresentação de defesa e contestação técnica antes de qualquer lançamento automático de multas ou cobranças punitivas retroativas.
A justiça fiscal exige transparência absoluta. Estaremos atentos para que esse processo de fiscalização não se transforme em uma armadilha burocrática contra quem mal consegue manter o teto sobre a cabeça.
Para consultar a situação do cadastro imobiliário ou emitir certidões, os contribuintes podem acessar os serviços digitais no portal da Prefeitura de Goiânia ou comparecer às unidades do Atende Fácil.
Por Fred Kidman
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Por Pedro Simão