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Política

Xadrez de 2026: Paraná Pesquisas aponta hegemonia da base governista em Goiás e acirra disputa pelo Senado

Com alta aprovação da gestão estadual, o Palácio das Esmeraldas consolida ampla dianteira na corrida ao governo, enquanto a disputa pelas cadeiras do Senado desenha um tabuleiro aberto e competitivo entre as forças de oposição e da situação.

Por Weyder Moreira · · 2 min de leitura

Xadrez de 2026: Paraná Pesquisas aponta hegemonia da base governista em Goiás e acirra disputa pelo Senado

Pesquisa de intenção de votos / Divulgação TN

A divulgação dos dados mais recentes do instituto Paraná Pesquisas no estado de Goiás traz elementos cruciais para a compreensão do momento político e das estratégias que moldarão as campanhas eleitorais. O levantamento reflete a fotografia do momento e aponta a solidez do capital político construído pela atual administração, ao mesmo tempo em que sinaliza os desafios e limites das composições de oposição no Estado.

A pesquisa presencial, que avaliou a corrida ao governo estadual, as intenções para o Senado Federal e o índice de aprovação da administração goiana, serve como um termômetro direto da percepção popular sobre a continuidade administrativa e a representação legislativa.

Governo de Goiás: Continuidade e Desafios da Oposição

Na simulação estimulada para o Palácio das Esmeraldas, a pesquisa aponta a liderança isolada da chapa governista, impulsionada por índices expressivos de aprovação da gestão estadual. Os números revelam que o atual governador Daniel Vilela (MDB) lidera com 45,8% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) com 24,9% e pelo senador Wilder Morais (PL) com 13,2%.

Completam a listagem Luís Cesar Bueno (PT) com 2,3%, Luciana Amorim (UP) com 1,1%, e Danilo Pinheiro (PCO) com 1,0%. Eleitores que votariam em branco, nulo ou em nenhum somam 6,9%, enquanto os que não sabem ou não opinaram representam 4,8%.

O cenário é sustentado pela avaliação positiva da administração: 75,1% dos goianos aprovam a gestão estadual, contra 20,8% que a reprovam. Esse colchão de popularidade evidencia a eficiência da transferência de capital político e a coesão da base aliada. Do lado da oposição, a distribuição das intenções de voto indica o desafio dos principais concorrentes em ampliar o diálogo com o eleitorado moderado e romper tetos históricos para viabilizar a disputa em segundo turno.

Senado Federal: Liderança e Indefinição na Segunda Vaga

Como a eleição renovará dois terços da representação goiana no Congresso Nacional, o levantamento mediu a escolha dos eleitores para duas opções de voto:

- Palanque Governista: A liderança na primeira vaga consolida a força eleitoral da base aliada. Gracinha Caiado (União Brasil) desponta na frente com 41,0% das intenções de voto.

- Disputa Aberta pela Segunda Vaga: O pelotão intermediário apresenta um cenário de indefinição técnica e acirramento entre a direita e a centro-direita. Gustavo Gayer (PL) registra 27,1% (tecnicamente empatado na margem de erro com os imediatos), seguido por Vanderlan Cardoso (PSD) com 21,4%, Zacarias Calil (MDB) com 19,5% e Gustavo Mendanha (PRD) com 16,3%. A lista segue com Isaura Lemos (PSB) com 5,7%, Cíntia Dias (PSOL) com 4,8%, Oseias Varão (PL) com 4,0%, Ernesto Roller (PSDB) com 2,3%, Guilherme Darques (UP) com 1,8% e Iure Castro (Cidadania) com 1,3%. Brancos, nulos e nenhum somam 8,6%, e os indecisos representam 7,1%.

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